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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ações em queda - o que fazer??
O mercado de ações vem testando os nervos dos investidores com sucessivas quedas. O que fazer nestas horas? Aqui vão uma série de sugestões:
1- Primeiro é importante manter a calma e procurar agir racionalmente e não de maneira emotiva e impulsiva.
2- A queda na bolsa não é pura manipulação como muitos acham, apesar de não podermos descartar que não haja nenhuma manipulação. Geralmente existem bons motivos para as quedas. Se voce não sabe o por que daquela determinada ação está caindo então é bom procurar se informar, ler sobre o cenário econômico nacional e internacional, para que possa tomar decisões bem fundamentadas. A economia está sempre mudando. Setores que antes eram bons agora podem não ser mais. É preciso se adaptar aos novos tempos.
3- Reveja seu plano de investimentos e o seu percentual de alocação em ações. Muitas pessoas acham que tem uma tolerânca ao risco alta, mas na hora da queda da bolsa acabam não suportando as perdas e saindo no pior momento possível. Se sua alocação em ações está muito alta para voce e voce só descobriu agora, este não é o melhor momento de vender as ações; vá colocando qualquer novo dinheiro na renda fixa e assim que a bolsa voltar a subir reajuste o seu portfolio para um nível mais condizente com sua tolerância ao risco.
4- Reveja as ações em que está investindo. Relembre por que investiu naquela companhia. Leia os últimos balanços da companhia. Eles vieram bons ou a companhia não está indo bem? Como está o setor? Existem boas perspectivas para o futuro? Será que a tese de investimento ainda está firme? Se sim não há motivos para entrar em pânico. Contudo se a companhia não está bem, se o setor não está bom ou se as perspectivas para o futuro estão ruins, talvez seja a hora de vender.
5- Não acredite naquela estória de que se voce não realizar não é prejuizo. Se voce tem a ação e está caindo voce está tendo prejuízo. Ponto. Não se engane!. Não adianta tapar o sol com a peneira. É melhor analisar o motivo da queda para que possa tomar uma decisão consciente.
6- Quando vender uma ação? Resumidamente:
- Quando ocorreram mudanças no setor ou na empresa que mudaram sua tese de investimento e as perspectivas futuras não são boas.
- Quando existe uma melhor oportunidade em outra empresa/setor.
7- Lembre-se de que voce não precisa recuperar o dinheiro na mesma empresa. Se voce investiu em uma empresa que não está indo bem e existe outra empresa que está em uma ótima fase, então é bem mais provável que voce recupere o seu dinheiro investindo na empresa promissora.
8- Agora se voce tem uma reserva de emergências; se tem uma alocação adequada ao seu perfil, se as empresas em que investiu estão indo bem, com bons lucros e boas perspectivas futuras; fique tranquilo que em algum momento elas recuperam. Procure se manter no seu plano!
9- Se possível e se voce tiver estômago para isso, procure aumentar os seus investimentos na bolsa, pois é nestas horas de liquidação que aparecem várias pechinchas no mercado.
Abs
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quinta-feira, 5 de maio de 2011
Resultados CIEL3
Em Janeiro e Fevereiro comprei ações da Cielo e Redecard, no melhor estilo contrarian, e fiz uma mini-análise (aqui). Na época ninguem recomendava a ação, era rebaixada por todos os analistas e aparentemente iria falir com o aumento da concorrencia. Poucos meses depois ela divulga resultados bem acima dos esperados e vem sendo destaque de alta na Bovespa, junto com a redecard.
DESTAQUES 1T11
- Volume financeiro de transações totalizou R$ 70,2 bilhões, aumento de 19,5% em relação ao 1T10 e redução de 5,2% em comparação ao 4T10;
- Receita operacional + antecipação de recebíveis líquida totalizou R$ 1,082 bilhão, aumento de 6,1% em relação ao 1T10 e redução de 5,7% em relação ao 4T10;
- EBITDA ajustado de R$ 684,3 milhões, redução de 4,1% em relação ao 1T10 e de 4,4% em relação ao 4T10;
- Margem EBITDA ajustada de 63,2%, redução de 6,8 pontos percentuais em comparação ao 1T10 e aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao 4T10;
- Lucro líquido totalizou R$ 424,7 milhões, redução de 3,5% em relação ao 1T10 e de 4,2% em relação ao 4T10;
- Margem de lucro líquido de 39,2%, redução de 4,0 pontos percentuais em relação ao 1T10 e crescimento de 0,6 ponto percentual em comparação ao 4T10;
- Parceira para capturar as bandeiras Mais!, Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque, Banescard, Sodexo e Sapore; início da captura e processamento da bandeira Elo, em abril;
- Aprovada na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária no dia 29/04/2011 a proposta de aumento de capital social via bonificação em ações de 20% e posterior grupamento na proporção de 3 ações para 1.
Parabens a quem investiu. Ganhou bem em um período que a bolsa só caiu.
Abs
DESTAQUES 1T11
- Volume financeiro de transações totalizou R$ 70,2 bilhões, aumento de 19,5% em relação ao 1T10 e redução de 5,2% em comparação ao 4T10;
- Receita operacional + antecipação de recebíveis líquida totalizou R$ 1,082 bilhão, aumento de 6,1% em relação ao 1T10 e redução de 5,7% em relação ao 4T10;
- EBITDA ajustado de R$ 684,3 milhões, redução de 4,1% em relação ao 1T10 e de 4,4% em relação ao 4T10;
- Margem EBITDA ajustada de 63,2%, redução de 6,8 pontos percentuais em comparação ao 1T10 e aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao 4T10;
- Lucro líquido totalizou R$ 424,7 milhões, redução de 3,5% em relação ao 1T10 e de 4,2% em relação ao 4T10;
- Margem de lucro líquido de 39,2%, redução de 4,0 pontos percentuais em relação ao 1T10 e crescimento de 0,6 ponto percentual em comparação ao 4T10;
- Parceira para capturar as bandeiras Mais!, Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque, Banescard, Sodexo e Sapore; início da captura e processamento da bandeira Elo, em abril;
- Aprovada na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária no dia 29/04/2011 a proposta de aumento de capital social via bonificação em ações de 20% e posterior grupamento na proporção de 3 ações para 1.
Parabens a quem investiu. Ganhou bem em um período que a bolsa só caiu.
Abs
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Novas Small Caps: CARD3 e FJTA4
Uma das minhas metas no inicio do ano era investir mais em small caps. A idéia é investir em small caps baseado em análise fundamentalista, especialmente de empresas que estejam baratas e tenham bons fundamentos. O baratas se traduz em múltiplos de P/L, P/VPA e PSR não muito altos. Os bons fundamentos são principalmente um bom ROE/ROIC, dívida controlada e crescimento da receita acima do PIB. Obviamente achar empresas boas e baratas é bem difícil e, por isto, é necessário fazer algumas concessões. É preciso estar bem atento pois geralmente quando uma empresa boa está barata é por que ela ou o setor está passando por alguma dificuldade. Esta é a essência da estratégia de "valor". Procurar empresas que estejam desvalorizadas devido a algum problema temporário, acreditando em uma futura recuperação. É importante salientar que esta estratégia é de maior risco pois a recuperação pode ou não ocorrer. Assim fazer isto com toda a carteira (a não ser que seja muito pequena) e concentrar em poucos empresas é muito perigoso. Qual a melhor saída para gerenciar este risco? A melhor solução é reservar apenas uma parte da carteira para small caps, dentro de uma carteira de ações de blue chips, ter uma boa diversificação e montar a posição aos poucos no ativo.
Comecei 2011 com 500 ações da Eletropaulo. No mês passado após a divulgação dos dividendos comprei mais 300 ações a R$ 34,58 apostando em uma valorização pré-dividendos, totalizando 800 ações. Deu certo. Ontem vendi então 200 ações da ELPL4 a R$ 38,19 com lucro de 10,4%. As outras 100 ações vou manter no meu portfolio de longo prazo. Se a ELPL4 voltar a cair muito depois dos dividendos posso voltar a comprar. Com este dinheiro inicei uma posição em 2 novas empresas que acredito se encaixarem no perfil descrito acima de small caps "value":
1) Compra de 800 ações da CSU Cardsystem (CARD3) a R$ 5,05
Dados Fundamentalistas (site Fundamentus): P/L 7,3; P/VPA 1,58; PSR 0,63; EV/EBTIDA 4,62; DY 4,4%; ROE 21,7%; crescimento das receitas (5a): 5,3%; Div./PL 0,35
2) Compra de 1000 ações da Forja Taurus (FJTA4) a R$ 3,93
P/L 7,28; P/VPA 1,11; PSR 0,76; EV/EBTIDA 5,57; DY 4,3%; ROE 15,3%; crescimento das receitas (5a): 15,6%; Div/PL 0,71
PS.: Tem muitas empresas com preços interessantes na bolsa.
Abs
Comecei 2011 com 500 ações da Eletropaulo. No mês passado após a divulgação dos dividendos comprei mais 300 ações a R$ 34,58 apostando em uma valorização pré-dividendos, totalizando 800 ações. Deu certo. Ontem vendi então 200 ações da ELPL4 a R$ 38,19 com lucro de 10,4%. As outras 100 ações vou manter no meu portfolio de longo prazo. Se a ELPL4 voltar a cair muito depois dos dividendos posso voltar a comprar. Com este dinheiro inicei uma posição em 2 novas empresas que acredito se encaixarem no perfil descrito acima de small caps "value":
1) Compra de 800 ações da CSU Cardsystem (CARD3) a R$ 5,05
Dados Fundamentalistas (site Fundamentus): P/L 7,3; P/VPA 1,58; PSR 0,63; EV/EBTIDA 4,62; DY 4,4%; ROE 21,7%; crescimento das receitas (5a): 5,3%; Div./PL 0,35
2) Compra de 1000 ações da Forja Taurus (FJTA4) a R$ 3,93
P/L 7,28; P/VPA 1,11; PSR 0,76; EV/EBTIDA 5,57; DY 4,3%; ROE 15,3%; crescimento das receitas (5a): 15,6%; Div/PL 0,71
PS.: Tem muitas empresas com preços interessantes na bolsa.
Abs
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domingo, 24 de abril de 2011
Taxa de Crescimento da Randon
Como já destaquei várias vezes neste blog a análise fundamentalista não é infalível, na verdade está longe disto, pois ela analisa o passado e o presente, enquanto que o importante para o investidor é o futuro da empresa. Afinal o que importa não é o P/L atual, mas o P/L futuro. Imagine que hoje uma empresa tenha um P/L baixo, digamos de 8; só que no ano seguinte a empresa tem uma queda do lucro de 50% devido a algum problema na economia, no setor ou na empresa. O P/L que era de 8 de repente vira 16. A empresa que era barata na verdade virou cara. E vice versa. Indicadores ruins podem de repente se tornarem ótimos se a empresa crescer muito e tiver um lucro alto. Contudo, apesar das limitações, a análise fundamentalista é a única coisa confiável que temos para tentar projetar (com uma margem de erro relativamente grande) qual o futuro de uma empresa. E esta é o que usaremos, só que bem cientes que ela é sujeita a muitas falhas.
Mas qual a diferença entre esta abordagem e a abordagem fundamentalista tradicional "xiita"? Bem, a grande diferença é que, cientes que nossas análises fundamentalistas tem limitações e podem se mostrar falhas iremos ter uma postura no geral bem mais conservadora, não fazendo algumas loucuras que vemos frequentemente por aí, como estar "All In", ou concentrar demais a carteira em poucas empresas pois elas estão "muito baratas" e outras posturas semelhantes. Ou seja adotaremos uma diversificação bem maior.
Basicamente a análise fundamentalista tenta prever qual o crescimento provável do lucro de uma empresa e através disto se tenta achar o seu "preço justo". Neste ponto os erros podem ocorrer pros dois lados. Se voce projeta um crescimento pra empresa muito grande voce acaba chegando em um valor muito alto de preço justo, o que pode levar voce erroneamente a achar que a empresa está muito barata e a ter uma alocação muito alta nesta empresa. Se por outro lado voce for muito conservador e estimar um crescimento baixo vai acabar achando que a empresa está cara e tendo uma alocação baixa na empresa ou não comprando. Então achar a taxa certa é o "santo graal" da análise fundamentalista. Na prática o procedimento padrão é projetar a mesma taxa dos anos anteriores pro futuro, o que pode ou não acontecer.
E quanto a Randon? Como falei nos comentários do post anterior é interessante analisar várias taxas de crescimento e ver como se comporta o "preço justo".
Uma coisa interessante para termos uma idéia melhor e mais realista é analisar o guidance da empresa. Vamos ver:
Indicadores 2011 - Guidance
Mas qual a diferença entre esta abordagem e a abordagem fundamentalista tradicional "xiita"? Bem, a grande diferença é que, cientes que nossas análises fundamentalistas tem limitações e podem se mostrar falhas iremos ter uma postura no geral bem mais conservadora, não fazendo algumas loucuras que vemos frequentemente por aí, como estar "All In", ou concentrar demais a carteira em poucas empresas pois elas estão "muito baratas" e outras posturas semelhantes. Ou seja adotaremos uma diversificação bem maior.
Basicamente a análise fundamentalista tenta prever qual o crescimento provável do lucro de uma empresa e através disto se tenta achar o seu "preço justo". Neste ponto os erros podem ocorrer pros dois lados. Se voce projeta um crescimento pra empresa muito grande voce acaba chegando em um valor muito alto de preço justo, o que pode levar voce erroneamente a achar que a empresa está muito barata e a ter uma alocação muito alta nesta empresa. Se por outro lado voce for muito conservador e estimar um crescimento baixo vai acabar achando que a empresa está cara e tendo uma alocação baixa na empresa ou não comprando. Então achar a taxa certa é o "santo graal" da análise fundamentalista. Na prática o procedimento padrão é projetar a mesma taxa dos anos anteriores pro futuro, o que pode ou não acontecer.
E quanto a Randon? Como falei nos comentários do post anterior é interessante analisar várias taxas de crescimento e ver como se comporta o "preço justo".
Uma coisa interessante para termos uma idéia melhor e mais realista é analisar o guidance da empresa. Vamos ver:
Indicadores 2011 - Guidance
Receita Bruta Total - R$ 5,9 bilhões;
Receita Líquida Consolidada -R$ 3,9 bilhões;
Exportações -US$ 250 milhões;
Importações -US$ 100 milhões;
Investimentos -R$ 270 milhões;
Ou seja a meta da empresa é um aumento da receita bruta em 5,35% e um aumento da receita líquida de 5,4%. Ou seja a empresa não espera um crescimento forte, possivelmente pelo cenário econômico complicado que o Brasil atualmente se encontra com inflação em alta, restrições ao crédito, aumento da taxa de juros e perspectivas de queda do PIB. E este cenário de baixo crescimento vem se refletindo nas cotações em bolsa. Agora já começamos a entender melhor o por que do fraco desempenho das ações da empresa no ano.
Agora vamos analisar agora o desempenho da empresa neste ano até março. A empresa divulgou uma nota:
Ou seja a meta da empresa é um aumento da receita bruta em 5,35% e um aumento da receita líquida de 5,4%. Ou seja a empresa não espera um crescimento forte, possivelmente pelo cenário econômico complicado que o Brasil atualmente se encontra com inflação em alta, restrições ao crédito, aumento da taxa de juros e perspectivas de queda do PIB. E este cenário de baixo crescimento vem se refletindo nas cotações em bolsa. Agora já começamos a entender melhor o por que do fraco desempenho das ações da empresa no ano.
Agora vamos analisar agora o desempenho da empresa neste ano até março. A empresa divulgou uma nota:
"Informamos que a receita líquida consolidada da Randon S.A. Implementos e Participações, no mês de Março de 2011, atingiu R$ 374,4 milhões ou 28,6 % mais que aquela de Março de 2010.
No acumulado de Janeiro/Março 2011, a Receita Líquida consolidada totalizou R$ 953,9 milhões ou 21,9% mais que no acumulado no mesmo período do ano anterior.
A Receita Bruta total (sem eliminação e com impostos) no mês de Março de 2011 atingiu R$ 580,5 milhões ou 31,9% mais do que aquela de Março de 2010. No acumulado Janeiro/Março 2011, a Receita Bruta totalizou R$ 1,463 bilhão ou 24,3% mais que no mesmo período do ano anterior."
Ou seja, apesar do guidance de baixo crescimento da empresa, nestes 3 primeiros meses do ano o resultado tem sido aparentemente muito bom, com crescimento de 21,9% da receita líquida no período.
Concluindo, qual a taxa de crescimento da Randon ? Eu não sei, mas mesmo com um possível cenário de baixo crescimento da empresa, ela não parece estar cara; e a empresa tem um ótimo potencial no longo prazo.
Concluindo, qual a taxa de crescimento da Randon ? Eu não sei, mas mesmo com um possível cenário de baixo crescimento da empresa, ela não parece estar cara; e a empresa tem um ótimo potencial no longo prazo.
Abs.
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sábado, 23 de abril de 2011
Randon
Na semana passada iniciei uma pequena posição na Randon (RAPT3) - compra de 200 ações a R$ 9,79, que acredito se encaixe na definição do Buffet de uma excelente empresa a um preço razoável.
Perfil da empresa: A Randon é uma empresa de transporte e logistica que atua em vários segmentos como reboques, semi-reboques, vagões, auto-peças e serviços; suas atividades estão concentradas no mercado interno, mas também exporta seus produtos para mais de 100 países. A empresa tem foco no setor de agronegócios, mineração e industrial e ocupa posição de destaque nos mercados em que atua. Vem tendo lucros constantes apesar de queda em 2009, com recuperação em 2010.
Governaça corporativa: Nivel 1
Participa nos indices: SMLL, INDX, ITAG, IGC, IBRX
Dados Fundamentalistas: P/L 9,57; P/VPA 2,04; PSR 0,64; EV/EBTIDA 5,04; DY 2,7%; ROE 21%; crescimento das receitas líquidas (5a): 12%
Problemas: Divida/PL 1,15; Margem líquida 6,7%
Destaques do relatório de 2010: Receita bruta : aumento de 51% sobre 2009; LL: aumento de 84% sobre 2009; EBTIDA: aumento de 82% sobre 2009; endividamento líquido: diminuição de 61% sobre 2009
Valuation: Através do método de FCD, supondo uma taxa de crescimento do lucro líquido de 24,28% (taxa dos últimos 5 anos) pelos próximos 5 anos e 3% na perpetuidade e usando uma taxa de desconto de 12% temos um preço justo de R$ 21,7, o que corresponde a uma margem de segurança de 122%.
A preferencia pelas ON foi pelo fato de estarem muito descontadas em relação as PN. A baixa liquidez não constitui um problema para mim.
Boa Pascoa.
Perfil da empresa: A Randon é uma empresa de transporte e logistica que atua em vários segmentos como reboques, semi-reboques, vagões, auto-peças e serviços; suas atividades estão concentradas no mercado interno, mas também exporta seus produtos para mais de 100 países. A empresa tem foco no setor de agronegócios, mineração e industrial e ocupa posição de destaque nos mercados em que atua. Vem tendo lucros constantes apesar de queda em 2009, com recuperação em 2010.
Governaça corporativa: Nivel 1
Participa nos indices: SMLL, INDX, ITAG, IGC, IBRX
Dados Fundamentalistas: P/L 9,57; P/VPA 2,04; PSR 0,64; EV/EBTIDA 5,04; DY 2,7%; ROE 21%; crescimento das receitas líquidas (5a): 12%
Problemas: Divida/PL 1,15; Margem líquida 6,7%
Destaques do relatório de 2010: Receita bruta : aumento de 51% sobre 2009; LL: aumento de 84% sobre 2009; EBTIDA: aumento de 82% sobre 2009; endividamento líquido: diminuição de 61% sobre 2009
Valuation: Através do método de FCD, supondo uma taxa de crescimento do lucro líquido de 24,28% (taxa dos últimos 5 anos) pelos próximos 5 anos e 3% na perpetuidade e usando uma taxa de desconto de 12% temos um preço justo de R$ 21,7, o que corresponde a uma margem de segurança de 122%.
A preferencia pelas ON foi pelo fato de estarem muito descontadas em relação as PN. A baixa liquidez não constitui um problema para mim.
Boa Pascoa.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Arbitragem na Usiminas e Inepar
Com a especulação sobre o aumento da participação da CSN no capital da Usiminas a USIM3 chegou a valorizar 30% no ano, enquanto que a USIM5 caiu 1%; devido a isto o spread entre as 2 aumentou muito, chegando a USIM3 a valer 50% a mais que a USIM5. Alguns analistas acham que havia um certo exagero.
Acabei então optando por vender a USIM3 a R$ 27,87 e comprar USIM5 a R$ 18,96, sendo que com o valor da venda das USIM3 comprei 25% de ações a mais da USIM5 e ainda sobrou uma grana. Espero não me arrepender depois. Acho que dei sorte e a USIM5 já subiu 3,8% depois da minha compra hoje.
Comprei tambem algumas ações da Inepar (INEP4) a R$ 5,28. A INEP4 é uma small cap que presta serviços de engenharia estrutural em vários setores de infra-estrutura e está passando por um turnaround; P/VPA 1,01 e está em um processo de reestruturação de dívidas; tem risco alto mas também pode ter um retorno alto no longo prazo.
Abs
Acabei então optando por vender a USIM3 a R$ 27,87 e comprar USIM5 a R$ 18,96, sendo que com o valor da venda das USIM3 comprei 25% de ações a mais da USIM5 e ainda sobrou uma grana. Espero não me arrepender depois. Acho que dei sorte e a USIM5 já subiu 3,8% depois da minha compra hoje.
Comprei tambem algumas ações da Inepar (INEP4) a R$ 5,28. A INEP4 é uma small cap que presta serviços de engenharia estrutural em vários setores de infra-estrutura e está passando por um turnaround; P/VPA 1,01 e está em um processo de reestruturação de dívidas; tem risco alto mas também pode ter um retorno alto no longo prazo.
Abs
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Compra RDCD3 e PDGR3
Hoje saiu o resultado do 4T da Redecard que evidenciou crescimento do volume financeiro de 30% em relação ao 4T/2009; lucro líquido de 1,4 Bilhão em 2010 com margen líquida de 41%; resolvi então comprar um pouco mais pro longo prazo a R$ 19,75. Infelizmente parece que o mercado não gostou muito do resultado e as ações seguem caindo...
Comprei também algumas ações da PDG Reality, maior player do mercado imobiliário a R$ 9,22.
Abs
Comprei também algumas ações da PDG Reality, maior player do mercado imobiliário a R$ 9,22.
Abs
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sábado, 29 de janeiro de 2011
ON X PN
No mercado de capitais infelizmente muitas vezes os acionistas minoritários são prejudicados em eventos societários como a mudança de controle ou venda da empresa. Por isto, para um investidor de longo prazo é muitas vezes mais interessante investir em empresas que tenham boas práticas de governança corporativa. Se a empresa não tem uma governança corporativa diferenciada é na maioria das vezes interessante investir nas ações ON no lugar das PN devido a legislação prever pelo menos 80% de Tag Along para as ações ON (ou seja,voce tem o direito de vender suas ações por pelo menos 80% do valor pago aos controladores). Isto garante que voce vai ter direitos similares aos controladores.
As empresas que fazem parte do nivel 2 de governança corporativa da bovespa concedem 100% de Tag Along para as ações ON e 80% para as ações PN. Já as ações que integram o Novo Mercado só possuem ações ON e com direito a Tag Along de 100%.
Existem inúmeros exemplos na história da bolsa. O mais recente ocorreu esta semana em que a CSN aumentou sua participação no capital da Usiminas para 5,03% o que pode eventalmente levar a uma mudança no controle da Usiminas. A Usiminas está no nivel 1 de governança corporativa (80% de Tag Along para as ações ON). Qual o resultado?
USIM5: -2,4% (no ano)
USIM3: + 8,29% (no ano)
Ainda bem que invisto na USIM3!!
A maioria dos investidores da preferencia para as ações PN devido a maior liquidez, mas se voce não tem um portfolio de muitos milhões de reais e visa o longo prazo esta liquidez menor não chega a atrapalhar, pelo menos para a maioria das blue chips e das empresas que compõe o Ibovespa. Algumas small caps realmente tem uma liquidez muito pequena para as ações ON. Para os traders comprar uma ação ON com baixa liquidez é quase uma blasfêmia, mas se voce pensa em realmente investir na empresa o ideal é ter os mesmos direitos dos controladores e não ter ações PN de segunda linha. As ações PN também tem algumas vezes um dividendo maior, mas isto nem sempre é verdade. Como as ONs são muitas vezes mais baratas que a correspondente PN voce acaba eventualmente em alguns casos com um DY maior.
Analisando minha carteira pela governança corporativa, teríamos:
1) Tradicional (Tag Along de 80% nas ON)
PETR4 (investi nas PN pela possibilidade de lançar opções e pela mínima probabilidade de venda); CSNA3; AMBV3; GETI3
2) Nível 1 (Tag Along de 80% nas ON)
VALE5 (mesmo caso que a Petrobras);
USIM3; GGBR3; BBDC3; ITAU3; ITSA3; CNFB4 (liquidez zero nas ON)
3) Nivel 2 (Tag Along de 100% para açõs ON e 80% para PN)
ELPL4 (Tem Tag Along de 100%)
4) Novo Mercado (Só ações ON; Tag Along de 100%)
BVMF3; BBAS3; CCRO3; CIEL3; RDCD3; CYRE3; GFSA3; DASA3; HYPE3
Neste post eu só analisei a questão do Tag Along mas as boas práticas de governança corporativa envolvem vários outros aspectos. O ideal é dar uma boa lida no material disponibilizado no site da Bovespa.
Abs
As empresas que fazem parte do nivel 2 de governança corporativa da bovespa concedem 100% de Tag Along para as ações ON e 80% para as ações PN. Já as ações que integram o Novo Mercado só possuem ações ON e com direito a Tag Along de 100%.
Existem inúmeros exemplos na história da bolsa. O mais recente ocorreu esta semana em que a CSN aumentou sua participação no capital da Usiminas para 5,03% o que pode eventalmente levar a uma mudança no controle da Usiminas. A Usiminas está no nivel 1 de governança corporativa (80% de Tag Along para as ações ON). Qual o resultado?
USIM5: -2,4% (no ano)
USIM3: + 8,29% (no ano)
Ainda bem que invisto na USIM3!!
A maioria dos investidores da preferencia para as ações PN devido a maior liquidez, mas se voce não tem um portfolio de muitos milhões de reais e visa o longo prazo esta liquidez menor não chega a atrapalhar, pelo menos para a maioria das blue chips e das empresas que compõe o Ibovespa. Algumas small caps realmente tem uma liquidez muito pequena para as ações ON. Para os traders comprar uma ação ON com baixa liquidez é quase uma blasfêmia, mas se voce pensa em realmente investir na empresa o ideal é ter os mesmos direitos dos controladores e não ter ações PN de segunda linha. As ações PN também tem algumas vezes um dividendo maior, mas isto nem sempre é verdade. Como as ONs são muitas vezes mais baratas que a correspondente PN voce acaba eventualmente em alguns casos com um DY maior.
Analisando minha carteira pela governança corporativa, teríamos:
1) Tradicional (Tag Along de 80% nas ON)
PETR4 (investi nas PN pela possibilidade de lançar opções e pela mínima probabilidade de venda); CSNA3; AMBV3; GETI3
2) Nível 1 (Tag Along de 80% nas ON)
VALE5 (mesmo caso que a Petrobras);
USIM3; GGBR3; BBDC3; ITAU3; ITSA3; CNFB4 (liquidez zero nas ON)
3) Nivel 2 (Tag Along de 100% para açõs ON e 80% para PN)
ELPL4 (Tem Tag Along de 100%)
4) Novo Mercado (Só ações ON; Tag Along de 100%)
BVMF3; BBAS3; CCRO3; CIEL3; RDCD3; CYRE3; GFSA3; DASA3; HYPE3
Neste post eu só analisei a questão do Tag Along mas as boas práticas de governança corporativa envolvem vários outros aspectos. O ideal é dar uma boa lida no material disponibilizado no site da Bovespa.
Abs
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Compra CIEL3 e Análise
Sobrou alguma grana da venda da PETR4 e somando aos dividendos e rendimentos dos fundos imobiliários no mês resolvi comprar algumas ações da CIELO (CIEL3) ao preço de R$ 12,88.
A Cielo é uma empresa que intermedia transações financeiras com cartão de crédito e débito das bandeiras Visa, Mastercard, America Express, Visa Vale e Ticket; sendo a líder no setor de cartões. O aumento da concorrencia desde que a CIELO perdeu a exclusividade com a bandeira VISA e a maior restrição ao crédito vem pesando sobre as ações com queda de 12% em 2009 e 5,6% em 2010.
Indicadores fundamentalistas:
P/L 9,6
EV/EBTIDA: 7,7
DY 8,5%;
Margem bruta 73%
Margem líquida 46%
ROE 214%
Liquidez Corrente 1,09
Dívida: 0
Governança corporativa: Novo Mercado
Ou seja a Cielo é uma empresa altamente lucrativa, sem dívidas e que está em um preço razoável. Aparentemente o mercado espera uma queda do market share da Cielo e diminuição dos lucros.
Acredito que a tendencia geral para o mercado de cartões de crédito e débito como um todo é de um crescimento contínuo nos próximos anos, devido as facilidades no uso de cartões em detrimento de cheque e dinheiro.
Estimando de maneira conservadora um crescimento pequeno (5% a.a por 10 anos) e 3% na perpetuidade; e uma taxa de desconto de 10,75%, teríamos um preço justo de R$ 20,56 com margem de segurança de 60%.
Apesar de haver uma expectativa ruim para os resultados da empresa acredito que esteja em um valor interessante, considerando um horizonte de investimento de LP ( acima de 10 anos). Na dúvida, para quem pensa em investir na Cielo, sugiro pegar o dinheiro que investiria na Cielo e investir metade na Cielo e metade na Redecard; assim o retorno é bem mais garantido. Isto obviamente dentro de uma carteira de ações bem diversificada.
Abs
A Cielo é uma empresa que intermedia transações financeiras com cartão de crédito e débito das bandeiras Visa, Mastercard, America Express, Visa Vale e Ticket; sendo a líder no setor de cartões. O aumento da concorrencia desde que a CIELO perdeu a exclusividade com a bandeira VISA e a maior restrição ao crédito vem pesando sobre as ações com queda de 12% em 2009 e 5,6% em 2010.
Indicadores fundamentalistas:
P/L 9,6
EV/EBTIDA: 7,7
DY 8,5%;
Margem bruta 73%
Margem líquida 46%
ROE 214%
Liquidez Corrente 1,09
Dívida: 0
Governança corporativa: Novo Mercado
Ou seja a Cielo é uma empresa altamente lucrativa, sem dívidas e que está em um preço razoável. Aparentemente o mercado espera uma queda do market share da Cielo e diminuição dos lucros.
Acredito que a tendencia geral para o mercado de cartões de crédito e débito como um todo é de um crescimento contínuo nos próximos anos, devido as facilidades no uso de cartões em detrimento de cheque e dinheiro.
Estimando de maneira conservadora um crescimento pequeno (5% a.a por 10 anos) e 3% na perpetuidade; e uma taxa de desconto de 10,75%, teríamos um preço justo de R$ 20,56 com margem de segurança de 60%.
Apesar de haver uma expectativa ruim para os resultados da empresa acredito que esteja em um valor interessante, considerando um horizonte de investimento de LP ( acima de 10 anos). Na dúvida, para quem pensa em investir na Cielo, sugiro pegar o dinheiro que investiria na Cielo e investir metade na Cielo e metade na Redecard; assim o retorno é bem mais garantido. Isto obviamente dentro de uma carteira de ações bem diversificada.
Abs
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Compras de Natal
Natal, férias, décimo terceiro, dinheiro no bolso e o brasileiro parte para compras de natal; aproveitei um dinheirinho a mais também para fazer as compras de natal, aproveitando alguns artigos que estão em promoção, com alguns descontos no mercado:
- Redecard (RDCD3) à R$ 20,75 - próxima da mínima do ano a Redecard vem sentindo o peso da concorrencia e das maiores exigencias do governo sobre o setor; com P/L de 9,6 e DY 10,2% me parece uma boa compra para o longo prazo.
- Hypermarcas (HYPE3) à R$ 22,59 - empresa Growth com forte crescimento por meio de aquisições, mas com um endividamento baixo em relação ao P/L; teve queda de 17% no mês após a última aquisição da Mantecorp
- AES Tiete (GETI3) à R$ 20,25 - Está não é exatamente um promoção, mas uma boa opção para reforçar os dividendos da carteira; DY 9,6%
Assim cheguei ao fim de 2010 com uma carteira com 20 ações, com uma diversificação razoável. Detalhes maiores na análise da performance do mês.
A todos os amigos virtuais um Feliz Natal, boas festas e um próspero ano novo!!!
- Redecard (RDCD3) à R$ 20,75 - próxima da mínima do ano a Redecard vem sentindo o peso da concorrencia e das maiores exigencias do governo sobre o setor; com P/L de 9,6 e DY 10,2% me parece uma boa compra para o longo prazo.
- Hypermarcas (HYPE3) à R$ 22,59 - empresa Growth com forte crescimento por meio de aquisições, mas com um endividamento baixo em relação ao P/L; teve queda de 17% no mês após a última aquisição da Mantecorp
- AES Tiete (GETI3) à R$ 20,25 - Está não é exatamente um promoção, mas uma boa opção para reforçar os dividendos da carteira; DY 9,6%
Assim cheguei ao fim de 2010 com uma carteira com 20 ações, com uma diversificação razoável. Detalhes maiores na análise da performance do mês.
A todos os amigos virtuais um Feliz Natal, boas festas e um próspero ano novo!!!
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Análise de Risco da Carteira de Ações
A corretora WIN tem uma ferramenta excelente que permite que se faça uma análise de risco de uma carteira de ações. Para poder utilizar é necessário fazer um cadastro e criar uma conta na corretora, mas não é necessário criar uma conta completa. Após o cadastro e fazer login voce já pode acessar esta e outras ferramentas interessantes. Voce cadastra uma carteira de ações, colocando todos os ativos e quantas ações de cada um voce possui. Depois disto o sistema calcula o Beta da carteira, o Value at Risk (VaR) e há uma área bem interessante em que se pode simular vários cenários de stress. Nesta área é possivel ver o que provavelmente aconteceria com a sua carteira se o Ibovespa subisse ou caisse de 1 até 10%. Também é possivel simular o que possivelmente aconteceria em 4 cenários históricos: A queda da bolsa da China, o 11 de setembro, a crise asiática e com o Ibovespa a 72.000 pontos.
Vejamos os resultados para minha carteira de ações:
Beta: 0,95
VaR (Pior perda de sua carteira de um dia para o outro, em condições normais de mercado, com intervalo de confiança de 95%): Valor correspondente a 2,1% do valor total da carteira
Cenários de Stress:
- Crise Asiática 1997: -15,29%
- Queda da Bolsa da China: -14,47%
- 11 de setembro: -7,49%
- Ibovespa a 72000 pontos: +16,5%
Seria interessante se eles tivessem uma opção de simulação da crise do subprime. Obviamente estas simulações se baseiam em retornos passados e não são 100% confiáveis. Servem apenas para se ter uma idéia do que poderia acontecer e se preparar psicologicamente para uma crise.
Fiquei contente que a performance está bem próxima do Ibovespa.
De qualquer modo a WIN está de parabens pela excelente ferramenta.
Vejamos os resultados para minha carteira de ações:
Beta: 0,95
VaR (Pior perda de sua carteira de um dia para o outro, em condições normais de mercado, com intervalo de confiança de 95%): Valor correspondente a 2,1% do valor total da carteira
Cenários de Stress:
- Crise Asiática 1997: -15,29%
- Queda da Bolsa da China: -14,47%
- 11 de setembro: -7,49%
- Ibovespa a 72000 pontos: +16,5%
Seria interessante se eles tivessem uma opção de simulação da crise do subprime. Obviamente estas simulações se baseiam em retornos passados e não são 100% confiáveis. Servem apenas para se ter uma idéia do que poderia acontecer e se preparar psicologicamente para uma crise.
Fiquei contente que a performance está bem próxima do Ibovespa.
De qualquer modo a WIN está de parabens pela excelente ferramenta.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Diversificação: Quantas Ações??
Por que diversificar?? Basicamente por que o futuro é incerto e o homem não tem a capacidade de prever o futuro. Não sabemos qual classe de ativos será a melhor e nem qual empresa vai ter a melhor performance. Se soubessemos isto com certeza deveríamos investir tudo em apenas uma ação. E o passado não é um bom guia. Muitas vezes a ação que teve maior rentabilidade em um período tem uma performance baixa depois.
Já vimos em artigos anteriores como a analise técnica e a análise fundamentalista tem pouco valor em predizer o futuro. A análise técnica nos mostra graficamente a evolução passada dos preços de uma ação, mas isto não se traduz em nenhuma informação válida sobre os preços futuros desta ação. Também a análise fundamentalista nos mostra as informações financeiras e patrimoniais de uma empresa na data do balanço mas também não tem poder de predizer o futuro desta empresa. Os "preços alvo" de análise fundamentalista são baseados em extrapolações de taxas de crescimento de lucros e são dependentes de inúmeras variáveis.
A única coisa que influencia os preços são as expectativas futuras sobre o desempendo da empresa e da economia e a concretização ou não destas expectativas. Vamos a um exemplo simples - Petrobrás. O que influencia o preço das ações da petrobras não é o gráfico das cotações passadas da empresa e nem é nenhuma informação do balanço da empresa. Não que as informações do balanço não influenciem, mas estas informações já estão precificadas. Então o que influencia o preço da ação? Expectativas e reais mudanças da cotação de petroleo, da taxa de cambio do dólar, dos preços dos combustiveis ao consumidor, as descobertas de novos poços e os desdobramentos do projeto de capitalização da empresa e da exploração do pre-sal, entre diversos outros fatores. São estas expectivas e a sua concretização ou não que influenciam as cotações das ações. Ou seja são as novas informações, atualmente desconhecidas, que direcionam a cotação da ação, e estas novas informações são precificadas rapidamente ao preço da ação, de uma maneira quase instantanea.
Sendo assim, a diversificação é uma ferramenta chave na diminuição do risco de uma empresa. Mas quanto diversificar? Não existe uma resposta certa a esta questão mas acredito que no mínimo se deveria investir nos principais setores da economia e idealmente em não apenas uma empresa de cada setor. Os principais setores da economia na bolsa são o de Petróleo, Mineração, Siderurgia, Financeiro, Alimentos, Madeira e Papel, Construção, Elétrico, Telefonia, Saneamento, Saúde, Comércio (Bens de consumo) e Transporte. Isto nos deixaria com uma carteira minima de treze ações se formos investir apenas na maior ou mais promissora empresa de cada setor. Se formos investir nas 2 maiores teríamos uma carteira de 26 ações. O problema maior é montar e administrar uma carteira grande de ações. É por isto que os ETFs como o PIBB e o BOVA são muito práticos pois comprando apenas um ETF já temos uma ampla diversificação entre pelo menos 50 empresas.
Os defensores de uma grande concentração de ações frequentemente citam o Warren Buffet como defensor de uma carteira concentrada e montam carteiras com 4-5 empresas, achando que estão seguindo o "Warren Buffet Way". Nada mais longe da realidade. Warren Buffet realmente é contra uma diversificação muito grande. Mas o que ele quer dizer quando fala em ser contra uma diversificação muito grande? Ele está se referindo aos fundos de ações americanos que investem em centenas de empresas. Nos Estados Unidos a maioria dos fundos de ações e ETFs tem centenas de empresas. Por exemplo o principal indice de ações americano (SP500) tem 500 empresas e estas são apenas as grandes empresas; fundos que englobam o mercado americano completo chegam a ter 5000 empresas. E quanto ao Warren Buffet? Será que ele investe em 4-5 empresas? Ou seria umas 6-8?? 10-12?? O Portfolio atual do Buffet é constituído por 41 empresas. Isto mesmo, 41 ações, fora os investimentos em títulos públicos, imóveis e em moeda estrangeira. Sendo que destas 41 ações, 13 empresas formam a maior parte da sua carteira. E isto no mercado americano, que é considerado muito mais seguro e muito menos volátil. Já os mercados emergentes como o Brasil tem um risco muito maior, que sugeririam até uma maior diversificação. Voce pode até se dar muito bem investindo em poucas ações mas o risco é muito grande. Por que não usar as chances a seu favor e não contra voce??
Fonte: http://warren-buffett-portfolio.com/
Já vimos em artigos anteriores como a analise técnica e a análise fundamentalista tem pouco valor em predizer o futuro. A análise técnica nos mostra graficamente a evolução passada dos preços de uma ação, mas isto não se traduz em nenhuma informação válida sobre os preços futuros desta ação. Também a análise fundamentalista nos mostra as informações financeiras e patrimoniais de uma empresa na data do balanço mas também não tem poder de predizer o futuro desta empresa. Os "preços alvo" de análise fundamentalista são baseados em extrapolações de taxas de crescimento de lucros e são dependentes de inúmeras variáveis.
A única coisa que influencia os preços são as expectativas futuras sobre o desempendo da empresa e da economia e a concretização ou não destas expectativas. Vamos a um exemplo simples - Petrobrás. O que influencia o preço das ações da petrobras não é o gráfico das cotações passadas da empresa e nem é nenhuma informação do balanço da empresa. Não que as informações do balanço não influenciem, mas estas informações já estão precificadas. Então o que influencia o preço da ação? Expectativas e reais mudanças da cotação de petroleo, da taxa de cambio do dólar, dos preços dos combustiveis ao consumidor, as descobertas de novos poços e os desdobramentos do projeto de capitalização da empresa e da exploração do pre-sal, entre diversos outros fatores. São estas expectivas e a sua concretização ou não que influenciam as cotações das ações. Ou seja são as novas informações, atualmente desconhecidas, que direcionam a cotação da ação, e estas novas informações são precificadas rapidamente ao preço da ação, de uma maneira quase instantanea.
Sendo assim, a diversificação é uma ferramenta chave na diminuição do risco de uma empresa. Mas quanto diversificar? Não existe uma resposta certa a esta questão mas acredito que no mínimo se deveria investir nos principais setores da economia e idealmente em não apenas uma empresa de cada setor. Os principais setores da economia na bolsa são o de Petróleo, Mineração, Siderurgia, Financeiro, Alimentos, Madeira e Papel, Construção, Elétrico, Telefonia, Saneamento, Saúde, Comércio (Bens de consumo) e Transporte. Isto nos deixaria com uma carteira minima de treze ações se formos investir apenas na maior ou mais promissora empresa de cada setor. Se formos investir nas 2 maiores teríamos uma carteira de 26 ações. O problema maior é montar e administrar uma carteira grande de ações. É por isto que os ETFs como o PIBB e o BOVA são muito práticos pois comprando apenas um ETF já temos uma ampla diversificação entre pelo menos 50 empresas.
Os defensores de uma grande concentração de ações frequentemente citam o Warren Buffet como defensor de uma carteira concentrada e montam carteiras com 4-5 empresas, achando que estão seguindo o "Warren Buffet Way". Nada mais longe da realidade. Warren Buffet realmente é contra uma diversificação muito grande. Mas o que ele quer dizer quando fala em ser contra uma diversificação muito grande? Ele está se referindo aos fundos de ações americanos que investem em centenas de empresas. Nos Estados Unidos a maioria dos fundos de ações e ETFs tem centenas de empresas. Por exemplo o principal indice de ações americano (SP500) tem 500 empresas e estas são apenas as grandes empresas; fundos que englobam o mercado americano completo chegam a ter 5000 empresas. E quanto ao Warren Buffet? Será que ele investe em 4-5 empresas? Ou seria umas 6-8?? 10-12?? O Portfolio atual do Buffet é constituído por 41 empresas. Isto mesmo, 41 ações, fora os investimentos em títulos públicos, imóveis e em moeda estrangeira. Sendo que destas 41 ações, 13 empresas formam a maior parte da sua carteira. E isto no mercado americano, que é considerado muito mais seguro e muito menos volátil. Já os mercados emergentes como o Brasil tem um risco muito maior, que sugeririam até uma maior diversificação. Voce pode até se dar muito bem investindo em poucas ações mas o risco é muito grande. Por que não usar as chances a seu favor e não contra voce??
Fonte: http://warren-buffett-portfolio.com/
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Receita de Olho no Investidor em ações
Conforme reportagem da folha a receita federal está bem atenta aos investidores em ações e quem não declarou corretamente pode pagar multa de 75 a 225% sobre o valor de imposto devido. Segundo a reportagem a fiscalização está de olho em 247 mil investidores em São Paulo.
Leia a matéria na folha online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u725861.shtml
Isto demonstra bem a importancia de não sonegar e de ter um planejamento tributário adequado. E reforça a importância dos investimentos que são isentos de IR como os Fundos de investimentos imobiliários e os dividendos.
Leia a matéria na folha online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u725861.shtml
Isto demonstra bem a importancia de não sonegar e de ter um planejamento tributário adequado. E reforça a importância dos investimentos que são isentos de IR como os Fundos de investimentos imobiliários e os dividendos.
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terça-feira, 20 de abril de 2010
Mudando de estratégia
Devido a IN da receita federal ter tornado claro que os ETFs não tem isenção nas vendas abaixo de R$ 20.000,00 assim como as ações, sendo obrigatório sempre que vender pagar o IR de 15%, decidi vender meus ETFs e mudar para uma carteira de ações.
As vantagens de uma carteira de ações são principalmente a vantagem tributária, além de receber os dividendos diretamente na conta da corretora, tendo opção de gasta-los ou reinvestir (podendo reinvestir na mesma ação ou em outra, ou em outra classe de ativos). A desvantagem principal é ter uma carteira mais concentrada, tendo assim maior volatilidade e maior risco. Exige tambem uma gasto maior de tempo na gestão da carteira. A idéia inicial é tentar montar uma carteira baseada no Ibovespa. Analisando o Ibovespa vemos que ele é muito concentrado em poucos papéis, tanto que Petrobras e Vale correspondem a quase 30% do Ibovespa e com 20 ações abarcamos 75% do Ibovespa. Obviamente os custos totais precisam ser baixos. Considero que o custo de montagem com corretagem deva ser menor que 0,5% do valor total da carteira. Desta forma estaremos mantendo custos competitivos em relação aos ETFs (pelo menos ao BOVA11 -0,54% de taxa de administração). Depois da montagem os custos de manutenção são mínimos. Uma coisa que ajuda nisto é selecionarmos uma corretora com corretagem barata.
Obviamente a carteira vai se desviar um pouco da performance do Ibovespa, mas não deve se desviar tanto, justamente pelo fato do Ibovespa ser tão concentrado. Obviamente quanto maior a carteira mais fidedigno seria uma replicação. Eric Kutchukian fez um estudo avaliando a replicação do Ibovespa com carteiras pequenas entre 2000 e 2008, onde ele testou 2 modelos de replicação e o que ele achou foi que nenhum dos modelos replicava perfeitamente o Ibovespa mas que também não se afastavam muito da performance do Ibovespa. As tabelas abaixo, retiradas deste estudo mostram respectivamente a diferença de retorno cumulativo (tracking error) durante o período de 8 anos e a segunda tabela a diferença diária de retorno entre as várias carteiras e o Ibovespa.
Podemos ver que dependo do numero de ativos que foram montadas estas carteiras que algumas tiveram retorno melhor e outras retorno pior que o Ibovespa. A carteira com 6 ativos teve retorno de -15,74%; a com 10 ativos chegou a ter um retorno cumulativo total de 17,45% acima do IBOV, enquanto que uma carteira com 18 ativos teve retorno de -4,2% menor que o IBOV. Obviamente estas diferenças refletem principalmente as diferentes ações que compunham cada carteira. Se analisarmos estes resultados veremos que se a diferença de retorno não for muito grande a vantagem tributária de uma carteira de ações se torna bem interessante.
O estudo completo pode ser lido no link http://www.ead.fea.usp.br/semead/12semead/resultado/trabalhosPDF/1014.pdf
Assim estarei abrindo mão de uma performance semelhante ao IBOV em busca de ganhos tributários. Será que os ganhos tributários compensaram a diferença?? Acho que só o futuro dirá. Mas eu estou disposto a correr este risco. Um outro motivo que me levou a esta mudança esta relacionado a vantagem de poder usar os dividendos na complementação da aposentadoria. Mas vamos deixar isto para um outro post.
As vantagens de uma carteira de ações são principalmente a vantagem tributária, além de receber os dividendos diretamente na conta da corretora, tendo opção de gasta-los ou reinvestir (podendo reinvestir na mesma ação ou em outra, ou em outra classe de ativos). A desvantagem principal é ter uma carteira mais concentrada, tendo assim maior volatilidade e maior risco. Exige tambem uma gasto maior de tempo na gestão da carteira. A idéia inicial é tentar montar uma carteira baseada no Ibovespa. Analisando o Ibovespa vemos que ele é muito concentrado em poucos papéis, tanto que Petrobras e Vale correspondem a quase 30% do Ibovespa e com 20 ações abarcamos 75% do Ibovespa. Obviamente os custos totais precisam ser baixos. Considero que o custo de montagem com corretagem deva ser menor que 0,5% do valor total da carteira. Desta forma estaremos mantendo custos competitivos em relação aos ETFs (pelo menos ao BOVA11 -0,54% de taxa de administração). Depois da montagem os custos de manutenção são mínimos. Uma coisa que ajuda nisto é selecionarmos uma corretora com corretagem barata.
Obviamente a carteira vai se desviar um pouco da performance do Ibovespa, mas não deve se desviar tanto, justamente pelo fato do Ibovespa ser tão concentrado. Obviamente quanto maior a carteira mais fidedigno seria uma replicação. Eric Kutchukian fez um estudo avaliando a replicação do Ibovespa com carteiras pequenas entre 2000 e 2008, onde ele testou 2 modelos de replicação e o que ele achou foi que nenhum dos modelos replicava perfeitamente o Ibovespa mas que também não se afastavam muito da performance do Ibovespa. As tabelas abaixo, retiradas deste estudo mostram respectivamente a diferença de retorno cumulativo (tracking error) durante o período de 8 anos e a segunda tabela a diferença diária de retorno entre as várias carteiras e o Ibovespa.
Podemos ver que dependo do numero de ativos que foram montadas estas carteiras que algumas tiveram retorno melhor e outras retorno pior que o Ibovespa. A carteira com 6 ativos teve retorno de -15,74%; a com 10 ativos chegou a ter um retorno cumulativo total de 17,45% acima do IBOV, enquanto que uma carteira com 18 ativos teve retorno de -4,2% menor que o IBOV. Obviamente estas diferenças refletem principalmente as diferentes ações que compunham cada carteira. Se analisarmos estes resultados veremos que se a diferença de retorno não for muito grande a vantagem tributária de uma carteira de ações se torna bem interessante.
O estudo completo pode ser lido no link http://www.ead.fea.usp.br/semead/12semead/resultado/trabalhosPDF/1014.pdf
Assim estarei abrindo mão de uma performance semelhante ao IBOV em busca de ganhos tributários. Será que os ganhos tributários compensaram a diferença?? Acho que só o futuro dirá. Mas eu estou disposto a correr este risco. Um outro motivo que me levou a esta mudança esta relacionado a vantagem de poder usar os dividendos na complementação da aposentadoria. Mas vamos deixar isto para um outro post.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Tributação dos ETFs
Havia uma grande dúvida por muitos sobre a tributação dos ETFs como o PIBB11 e o BOVA11, se havia isenção para as vendas abaixo de R$ 20.000,00; isto pelo fato de a lei não citar os ETFs, e pelo próprio site do Ishares divulgar que havia isenção. Eu particularmente acreditava que havia isenção e também muitos, se não a maioria dos que tentavam entender melhor este assunto; exceção ao nosso colega Viver de Renda que corretamente afirmava não haver isenção. Bem, eu estava enganado!
Agora a receita federal publicou uma instrução normativa que deixa bem claro que as vendas de cotas de ETFs estão sujeitas a imposto de renda de 15% e não tem isenção para vendas abaixo de R$ 20.000,00. A instrução normativa pode ser lida inteiramnete no site da receita: http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2010/in10222010.htm
Infelizmente isto prejudica e muito o investidor em ETFs. Ao se investir em ETFs voce ganha em diversificação mais perde este importate vantagem tributária que ações tem de ter isenção no imposto de renda nas vendas abaixo de R$ 20.000,00. O investimento em ações individuais então tem uma dupla vantagem. Voce recebe diretamente os dividendos na sua conta e tem esta isenção nas vendas abaixo de R$ 20.000,00. A desvantagem são os custos maiores e a diversificação menor. Nos ETFs como os dividendos são reinvestidos no próprio fundo e não distribuídos, voce de certa forma vai acabar pagando IR sobre os dividendos na hora da venda das suas cotas.
Precisamos então rever o custoxbeneficio do investimento em ETFs. Acredito que continua sendo uma estratégia interessante mais agora com menos brilho. Como comentei no artigo anterior a partir de uma carteira de R$ 68000,00 da pra montar uma carteira de ações com 20 empresas simulando a carteira do IBOV com baixo custo de montagem (0,5%) e o custo de manutenção é menor que o ETF, tendo as vantagens de receber os dividendos e a vantagem tributária.
Agora a receita federal publicou uma instrução normativa que deixa bem claro que as vendas de cotas de ETFs estão sujeitas a imposto de renda de 15% e não tem isenção para vendas abaixo de R$ 20.000,00. A instrução normativa pode ser lida inteiramnete no site da receita: http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2010/in10222010.htm
Infelizmente isto prejudica e muito o investidor em ETFs. Ao se investir em ETFs voce ganha em diversificação mais perde este importate vantagem tributária que ações tem de ter isenção no imposto de renda nas vendas abaixo de R$ 20.000,00. O investimento em ações individuais então tem uma dupla vantagem. Voce recebe diretamente os dividendos na sua conta e tem esta isenção nas vendas abaixo de R$ 20.000,00. A desvantagem são os custos maiores e a diversificação menor. Nos ETFs como os dividendos são reinvestidos no próprio fundo e não distribuídos, voce de certa forma vai acabar pagando IR sobre os dividendos na hora da venda das suas cotas.
Precisamos então rever o custoxbeneficio do investimento em ETFs. Acredito que continua sendo uma estratégia interessante mais agora com menos brilho. Como comentei no artigo anterior a partir de uma carteira de R$ 68000,00 da pra montar uma carteira de ações com 20 empresas simulando a carteira do IBOV com baixo custo de montagem (0,5%) e o custo de manutenção é menor que o ETF, tendo as vantagens de receber os dividendos e a vantagem tributária.
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sábado, 3 de abril de 2010
Montando uma carteira individual
Falamos várias vezes neste blog sobre as múltiplas vantagens de investir atraves de um ETF como PIBB11 e BOVA11, sendo as principais a diversificação e custos reduzidos. Mas existem algumas poucas vantagens em montar uma carteira individual, a principal sendo que voce recebe os dividendos diretamente na sua conta da corretora. Em um ETF os dividendos são automaticamente reinvestidos na carteira de ações. Mas para um investidor individual com um portfolio diversificado em várias classes de ativos pode as vezes ser mais interessante reinvestir os dividendos em outra classe de ativos, como a renda fixa, ouro ou fundos imobiliários, dependendo de qual classe de ativos esta relativamente mais barata e se é necessário rebalancear o portfolio. Também para aqueles investidores que estão já aposentados ou semi-aposentados pode eventualmente ser interessante a retirada dos dividendos para fins pessoais, para pagar algumas de suas despesas mensais. Outra vantagem é que não existe uma taxa de administração como nos ETFs. Apesar de que no PIBB esta taxa é praticamente desprezível.
Obviamente este aspecto só se torna interessante e viável em carteiras grandes, senão os custos de montar uma carteira individual ficam proibitivos. O custo maior é para a montagem do portfolio. Se este custo for menor que 0,5% do valor do portfolio de ações pode ser uma estratégia opcional viável. A maior desvantagem é que dificilmente uma carteira de ações vai ser tão diversificada quanto um ETF. A diversificação menor provavelmente vai se traduzir em uma carteira com maior risco e possivelmente com menor retorno que o índice. É recomendável assim que se tenha pelo menos 20 ações diferentes, idealmente mais que 30 ações para que os riscos sejam menores. Se alguem for montar um portfolio com 20 ações, considerando uma corretagem de R$ 16,90, ele vai ter um custo inicial de 338 reais. Dai calculando 0,5% de custo teríamos uma carteira de ações de R$ 67.600,00. Ou seja a partir deste valor os custos de montar uma carteira com 20 ações não seriam proibitivos e a estratégia poderia ser considerada, tendo bem em mente o maior risco advindo. Após a montagem os custos diminuiriam e ficariam restritos a rebalanceamentos. Eventualmente pode-se conseguir um desconto da corretora, dependendo do volume de recursos, o que pode tornar mais barato a montagem da carteira.
Então para quem deseja montar uma carteira individual qual a melhor maneira?? Uma das formas mais simples e também mais eficientes é tentar replicar o indice. Ou seja, se voce vai montar uma carteira com 20 ações, veja quais as 20 maiores posições do indice e compre estas ações em proporçoes similares ao indice.
- Vale 16,95%
- Petrobras: 14,73%
- Itau: 4,68%
- BVMF: 4,2%
- Usiminas: 3,78%
- Gerdau: 3,75%
- Bradesco: 3,55%
- CSN: 3,49%
- Itausa: 2,64%
- Fibria: 2,19%
- Banco do Brasil: 2,15%
- Brasil Foods: 2,15%
- Redecard: 2,08%
- Cyrela: 1,41%
- CEMIG: 1,4%
- MMX: 1,36%
- ALL: 1,35%
- Bradespar: 1,13%
- Gafisa: 1,13%
- Gerdau Matalurgica: 0,96%
Estas 20 ações correspondem a 75% do Ibovespa. Os restantes 25% destinados a ações poderiam ser comprados de um ETF ou distribuidos proporcionalmente entre estas ações. Uma carteira montada desta maneira teria um beta muito proximo do IBOV e provavelmente replicaria o IBOV com uma pequena margem de erro. O problema seria que com o tempo possivelmente ela tenderia a se afastar cada vez mais do IBOV. Para fazer a manutenção desta carteira bastaria acompanhar as mudanças do indice a cada 3 meses e se houvesse uma mudança nas 20 primeiras posições do IBOV se procederia a realocação. Sempre atentar para os custos. E mesmo sendo tão simples a sua montagem esta carteira tem uma alta probabilidade de bater as várias carteiras sugeridas pelas corretoras.
Obviamente é muito mais barato e simples usar um ETF, mas fica uma opção para quem tem já uma carteira grande, em que os custos de montar e manter um portfolio ficam diluídos, que tem mais tempo e conhecimento para gerenciar um portfolio e que eventualmente queiram receber seus dividendos na sua conta da corretora, como é o caso de algum investidor aposentado. Usando esta estratégia podemos montar uma carteira e continuar tendo um retorno próximo ao indice. Outra vantagem é poder usar suas posições em ações da petrobras e da Vale para lançar opções. Mas cuidado!! Lançamento de opções na maioria das vezes apenas diminui seu retorno total.
PS.: Esta estratégia é mais adequada para alguem que vai fazer um grande investimento de uma única vez. Mas para o pequeno investidor, que faz pequenas aplicações mensais, esta estratégia se torna muito mais dificil de implementar e talvez até inviável; e neste caso a aplicação em um ETF continua sendo muito mais vantajosa.
Obviamente este aspecto só se torna interessante e viável em carteiras grandes, senão os custos de montar uma carteira individual ficam proibitivos. O custo maior é para a montagem do portfolio. Se este custo for menor que 0,5% do valor do portfolio de ações pode ser uma estratégia opcional viável. A maior desvantagem é que dificilmente uma carteira de ações vai ser tão diversificada quanto um ETF. A diversificação menor provavelmente vai se traduzir em uma carteira com maior risco e possivelmente com menor retorno que o índice. É recomendável assim que se tenha pelo menos 20 ações diferentes, idealmente mais que 30 ações para que os riscos sejam menores. Se alguem for montar um portfolio com 20 ações, considerando uma corretagem de R$ 16,90, ele vai ter um custo inicial de 338 reais. Dai calculando 0,5% de custo teríamos uma carteira de ações de R$ 67.600,00. Ou seja a partir deste valor os custos de montar uma carteira com 20 ações não seriam proibitivos e a estratégia poderia ser considerada, tendo bem em mente o maior risco advindo. Após a montagem os custos diminuiriam e ficariam restritos a rebalanceamentos. Eventualmente pode-se conseguir um desconto da corretora, dependendo do volume de recursos, o que pode tornar mais barato a montagem da carteira.
Então para quem deseja montar uma carteira individual qual a melhor maneira?? Uma das formas mais simples e também mais eficientes é tentar replicar o indice. Ou seja, se voce vai montar uma carteira com 20 ações, veja quais as 20 maiores posições do indice e compre estas ações em proporçoes similares ao indice.
- Vale 16,95%
- Petrobras: 14,73%
- Itau: 4,68%
- BVMF: 4,2%
- Usiminas: 3,78%
- Gerdau: 3,75%
- Bradesco: 3,55%
- CSN: 3,49%
- Itausa: 2,64%
- Fibria: 2,19%
- Banco do Brasil: 2,15%
- Brasil Foods: 2,15%
- Redecard: 2,08%
- Cyrela: 1,41%
- CEMIG: 1,4%
- MMX: 1,36%
- ALL: 1,35%
- Bradespar: 1,13%
- Gafisa: 1,13%
- Gerdau Matalurgica: 0,96%
Estas 20 ações correspondem a 75% do Ibovespa. Os restantes 25% destinados a ações poderiam ser comprados de um ETF ou distribuidos proporcionalmente entre estas ações. Uma carteira montada desta maneira teria um beta muito proximo do IBOV e provavelmente replicaria o IBOV com uma pequena margem de erro. O problema seria que com o tempo possivelmente ela tenderia a se afastar cada vez mais do IBOV. Para fazer a manutenção desta carteira bastaria acompanhar as mudanças do indice a cada 3 meses e se houvesse uma mudança nas 20 primeiras posições do IBOV se procederia a realocação. Sempre atentar para os custos. E mesmo sendo tão simples a sua montagem esta carteira tem uma alta probabilidade de bater as várias carteiras sugeridas pelas corretoras.
Obviamente é muito mais barato e simples usar um ETF, mas fica uma opção para quem tem já uma carteira grande, em que os custos de montar e manter um portfolio ficam diluídos, que tem mais tempo e conhecimento para gerenciar um portfolio e que eventualmente queiram receber seus dividendos na sua conta da corretora, como é o caso de algum investidor aposentado. Usando esta estratégia podemos montar uma carteira e continuar tendo um retorno próximo ao indice. Outra vantagem é poder usar suas posições em ações da petrobras e da Vale para lançar opções. Mas cuidado!! Lançamento de opções na maioria das vezes apenas diminui seu retorno total.
PS.: Esta estratégia é mais adequada para alguem que vai fazer um grande investimento de uma única vez. Mas para o pequeno investidor, que faz pequenas aplicações mensais, esta estratégia se torna muito mais dificil de implementar e talvez até inviável; e neste caso a aplicação em um ETF continua sendo muito mais vantajosa.
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sábado, 27 de março de 2010
Carteira de Dividendos - Faz sentido??
Uma das estratégias comuns na bolsa de valores para aqueles que são mais conservadores e tem maior aversão ao risco é montar uma carteira focada em dividendos. Basicamente seleciona-se as empresas com melhor Dividend Yeld (DY%) e monta-se uma carteira com estas empresas com o foco em receber e reinvestir os dividendos. Geralmente este tipo de investidor afirma que não está preocupado com a valorização das ações mas apenas com os dividendos recebidos. A idéia é tentar transformar a bolsa em uma espécie de renda fixa. Quais são os vários erros deste tipo de estratégia e os riscos que o investidor corre (e muitas vezes não está ciente) ??
Antes de entrarmos no assunto em questão gostaria de ressaltar que acho importantissimo o papel dos dividendos e de se reinvestir os dividendos. Não é sobre isto que estamos falando. Estamos tratando especificamente da idéia de montar uma carteira focada exclusivamente em dividendos.
O primeiro erro desta estratégia é achar que existe alguma maneira de tornar a bolsa uma renda fixa. O nome já diz - renda variável. O investidor em dividendos faz uma suposição que aquela empresa vai continuar a pagar dividendos iguais ou maiores. Mas qual a garantia que existe uma empresa vai manter o pagamento de dividendos?? Nenhuma. A distribuição de dividendos depende de a empresa ter lucros e de sua necessidade de capital / reinvestimento. Assim se a empresa tiver prejuizos certamente não vai distribuir dividendos. Tambem se precisar de capital para reinvestimento ou expansão. Apesar de haverem empresas com uma certa tradição de pagar dividendos não existe nenhuma garantia disto. Além disto, se alguem investe em ações apenas com o objetivo de receber os dividendos que estão por volta de ou abaixo da selic ela vai estar muito melhor servida se investir apenas na renda fixa. O Brasil ainda possui uma taxa de juros relativamente alta e não faz sentido assumir riscos altos para ganhar praticamente a mesma coisa da renda fixa.
O segundo erro é achar que uma empresa que paga bons dividendos é mais segura. Estas empresas não são necessariamente mais seguras. Elas podem ter problemas e vir a falir do mesmo modo que outras. Veja o caso de alguns bancos americanos que sempre foram considerados bons pagadores de dividendos assim como alguns bancos no Brasil. Quando veio a crise de 2008 eles faliram e o investidor alem de não receber os dividendos viu o valor de suas ações virar pó.
Um terceiro problema que tabém está relacionado com a segurança é que uma carteira focada em dividendos é geralmente muito concentrada em poucas empresas e de poucos setores, principalmente no Brasil. Uma carteira de dividendos geralmente vai ter algumas empresas de energia, telefonia, saneamento, fumo, bebidas e bancos. A maioria é bem mais concentrada que isto. Como sabemos a diversificação é uma das chaves da segurança no investimento em ações, e ao concentrar muito a carteira o investidor se expõe a riscos desnecessários. Além disto o investidor deixa de investir em vários setores que são muitas vezes mais promissores.
O quarto erro é conceitual. É focar apenas nos dividendos. O lucro de uma ação vem de dois campos, da valorização da ação e da distribuição de dividendos. Quando voce foca apenas nos dividendos voce está desprezando o fator mais importante que é a valorização da ação. Tanto os dividendos quanto a valorização da ação se originam do mesmo fator - do lucro da empresa. Quando a empresa tem lucro ela pode ou reinvestir no seu negócio ou distriuir os dividendos. As empresas que distribuem muitos dividendos são na maioria das vezes empresas que não tem perspectiva de crescimento e que não necessitam de grandes investimentos nos negócios. Por outro lado as empresas que estão em forte crescimento necessitam de muito capital e optam por não distribuir dividendos, visto que é mais lucrativo reinvestir no própio negócio. Se a empresa tem um bom ROI, acima da renda fixa, então é mais vantajoso para o investidor que a empresa retenha os dividendos para reinvestir e ampliar o negócio. Isto vai se traduzir em lucros crescentes e forte valorização da ação. Ou seja o investidor deve focar no retorno total e não apenas nos dividendos. O resultado de se focar apenas nos dividendos é que existe uma chance muito grande de sua carteira de ações perder feio do IBOVESPA. E isto no longo prazo, devido aos juros compostos, pode se traduzir em uma diferença brutal.
Abs
Antes de entrarmos no assunto em questão gostaria de ressaltar que acho importantissimo o papel dos dividendos e de se reinvestir os dividendos. Não é sobre isto que estamos falando. Estamos tratando especificamente da idéia de montar uma carteira focada exclusivamente em dividendos.
O primeiro erro desta estratégia é achar que existe alguma maneira de tornar a bolsa uma renda fixa. O nome já diz - renda variável. O investidor em dividendos faz uma suposição que aquela empresa vai continuar a pagar dividendos iguais ou maiores. Mas qual a garantia que existe uma empresa vai manter o pagamento de dividendos?? Nenhuma. A distribuição de dividendos depende de a empresa ter lucros e de sua necessidade de capital / reinvestimento. Assim se a empresa tiver prejuizos certamente não vai distribuir dividendos. Tambem se precisar de capital para reinvestimento ou expansão. Apesar de haverem empresas com uma certa tradição de pagar dividendos não existe nenhuma garantia disto. Além disto, se alguem investe em ações apenas com o objetivo de receber os dividendos que estão por volta de ou abaixo da selic ela vai estar muito melhor servida se investir apenas na renda fixa. O Brasil ainda possui uma taxa de juros relativamente alta e não faz sentido assumir riscos altos para ganhar praticamente a mesma coisa da renda fixa.
O segundo erro é achar que uma empresa que paga bons dividendos é mais segura. Estas empresas não são necessariamente mais seguras. Elas podem ter problemas e vir a falir do mesmo modo que outras. Veja o caso de alguns bancos americanos que sempre foram considerados bons pagadores de dividendos assim como alguns bancos no Brasil. Quando veio a crise de 2008 eles faliram e o investidor alem de não receber os dividendos viu o valor de suas ações virar pó.
Um terceiro problema que tabém está relacionado com a segurança é que uma carteira focada em dividendos é geralmente muito concentrada em poucas empresas e de poucos setores, principalmente no Brasil. Uma carteira de dividendos geralmente vai ter algumas empresas de energia, telefonia, saneamento, fumo, bebidas e bancos. A maioria é bem mais concentrada que isto. Como sabemos a diversificação é uma das chaves da segurança no investimento em ações, e ao concentrar muito a carteira o investidor se expõe a riscos desnecessários. Além disto o investidor deixa de investir em vários setores que são muitas vezes mais promissores.
O quarto erro é conceitual. É focar apenas nos dividendos. O lucro de uma ação vem de dois campos, da valorização da ação e da distribuição de dividendos. Quando voce foca apenas nos dividendos voce está desprezando o fator mais importante que é a valorização da ação. Tanto os dividendos quanto a valorização da ação se originam do mesmo fator - do lucro da empresa. Quando a empresa tem lucro ela pode ou reinvestir no seu negócio ou distriuir os dividendos. As empresas que distribuem muitos dividendos são na maioria das vezes empresas que não tem perspectiva de crescimento e que não necessitam de grandes investimentos nos negócios. Por outro lado as empresas que estão em forte crescimento necessitam de muito capital e optam por não distribuir dividendos, visto que é mais lucrativo reinvestir no própio negócio. Se a empresa tem um bom ROI, acima da renda fixa, então é mais vantajoso para o investidor que a empresa retenha os dividendos para reinvestir e ampliar o negócio. Isto vai se traduzir em lucros crescentes e forte valorização da ação. Ou seja o investidor deve focar no retorno total e não apenas nos dividendos. O resultado de se focar apenas nos dividendos é que existe uma chance muito grande de sua carteira de ações perder feio do IBOVESPA. E isto no longo prazo, devido aos juros compostos, pode se traduzir em uma diferença brutal.
Abs
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Dow Jones - 10 anos com retorno 0%
Lendo uma noticia no site da infomoney falando dos 10.000 pontos do Dow Jones (http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1694071&path=/investimentos/) o autor comenta que o investidor de longo prazo vem amargando 10 anos de retorno 0 (zero) no indice da bolsa americana, pois há mais de 10 anos atrás o Dow Jones quebrava o recorde dos 10.000 pontos (em março de 1999). Nestes 10 anos os EUA viram o rompimento de 2 grandes bolhas - a bolha da internet e bolha do subprime. E apesar de tudo a situação americana não anda muito melhor que 10 anos atrás, possivelmente pior, com deficits soberanos muito grandes e desemprego alto. Isto lembra outro caso interessante que é o desempenho da bolsa do Japão.
Isto nos mostra como, apesar da bolsa geralmente ser o melhor investimento no longo prazo, os retornos são imprevisíveis e mesmo depois de um período longo de tempo o investidor pode ainda ter prejuizos, ou um retorno abaixo da sua meta, principalmente quem fez um único grande investimento no pico do mercado. Usando uma estratégia multimercado, investindo em várias classes de ativos, o investidor pode ter um retorno satisfatório mesmo quando a economia e consequentemente a bolsa não vão bem.
Isto nos mostra como, apesar da bolsa geralmente ser o melhor investimento no longo prazo, os retornos são imprevisíveis e mesmo depois de um período longo de tempo o investidor pode ainda ter prejuizos, ou um retorno abaixo da sua meta, principalmente quem fez um único grande investimento no pico do mercado. Usando uma estratégia multimercado, investindo em várias classes de ativos, o investidor pode ter um retorno satisfatório mesmo quando a economia e consequentemente a bolsa não vão bem.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Voce sabe o futuro?
Quanto vai fechar o Ibovespa no fim do ano? e daqui há 5 anos? Ou 10 anos? Será que vai chegar nos 200.000 pontos como prediz um certo analista de investimentos famoso? E a inflação? E quanto vai ser o PIB brasileiro ? E a Selic? Vai subir mesmo como o relatório focus e maioria dos economistas acreditam e esperam? A previsão é que a Selic acabe em mais de 11% no fim do ano. E qual a melhor ação para investir? Será a Vale? Petrobras? Gerdau? Itaú? BMF? Alguma small cap? Algum mico? Telebras? Façam suas apostas.
Apesar de todos sabermos que ninguem pode prever o futuro, nem no curto e muito menos no longo prazo, a economia como um todo funciona baseada em expectativas futuras de preços. As pessoas investem na bolsa por que acham que em um determinado período de tempo X ela vai render bem. Investem em uma determinada ação por que acham que ela vai render bem em um determinado prazo, etc. Podemos acompanhar as expectativas da economia através de vários indices sendo os principais os indices futuros do Ibovespa, dolar, DI, entre outros; também em relatórios de economistas como o relatório Focus. Estas expectativas futuras tendem a balisar as decisões de vários agentes econômicos mas a grande verdade é que como qualquer previsão estas são muitas vezes ou na grande maioria das vezes falhas e estão por definição sujeitas a constantes revisões. É verdade que como qualquer pessoa que entenda um pouco de probabilidade sabe, com tantas previsões eventualmente algumas acertam e é nestes momentos que aquele determnado analista de investimentos ou econmista é enaltecido como um grande mago ou guru dos mercados até que suas próximas previsões falhem e ele caia no esquecimento enquanto um novo guru começa a se sobressair.
Os mercados funcionam em um constante movimento de correções das expectativas assim que dados da realidade se tornam disponíveis. Estes ajustes são muito rápidos, fenômeno que é conhecido pelo nome de mercado eficiente (mal compreendido por grande parte dos investidores). Assim por exemplo, quando é divulgado o resultado de um balanço de uma empresa o mercado que já aguardava um determinado valor corrige o preço do ativo de acordo com os dados reais. Agora o que as pessoas sempre esquecem é que esta realidade futura é realmente imprevisível. E apesar das pessoas admitirem isto na teoria, na prática agem tentando sempre "advinhar" qual a melhor ação, qual o melhor momento (timing) de investir, qual o melhor momento de vender, etc. Alguns fazem isto por ingenuidade e ignorancia, outros por ganacia, imprudencia, não importa. O fato é que ignorar isto e "investir" de uma maneira como se pudessemos saber o futuro acaba muitas vezes mal.
Então se voce não sabe o futuro e reconhece que não sabe, não faça apostas direcionais, use a asset allocation; não perca tempo escolhendo a melhor ação, invista em todas através de um fundo indexado e não tente fazer timing.
Encerro com uma frase que acredito resuma bem o que penso sobre o assunto:
"Há 3 tipos de investidores:
1.) Investidores que não sabem como o mercado se comportará - e sabem que não sabem.
2.) Investidores que não sabem como o mercado se comportará - mas acham que sabem
3.) Investidores que não sabem como o mercado se comportará - e são bem pagos para fingir que sabem"
Apesar de todos sabermos que ninguem pode prever o futuro, nem no curto e muito menos no longo prazo, a economia como um todo funciona baseada em expectativas futuras de preços. As pessoas investem na bolsa por que acham que em um determinado período de tempo X ela vai render bem. Investem em uma determinada ação por que acham que ela vai render bem em um determinado prazo, etc. Podemos acompanhar as expectativas da economia através de vários indices sendo os principais os indices futuros do Ibovespa, dolar, DI, entre outros; também em relatórios de economistas como o relatório Focus. Estas expectativas futuras tendem a balisar as decisões de vários agentes econômicos mas a grande verdade é que como qualquer previsão estas são muitas vezes ou na grande maioria das vezes falhas e estão por definição sujeitas a constantes revisões. É verdade que como qualquer pessoa que entenda um pouco de probabilidade sabe, com tantas previsões eventualmente algumas acertam e é nestes momentos que aquele determnado analista de investimentos ou econmista é enaltecido como um grande mago ou guru dos mercados até que suas próximas previsões falhem e ele caia no esquecimento enquanto um novo guru começa a se sobressair.
Os mercados funcionam em um constante movimento de correções das expectativas assim que dados da realidade se tornam disponíveis. Estes ajustes são muito rápidos, fenômeno que é conhecido pelo nome de mercado eficiente (mal compreendido por grande parte dos investidores). Assim por exemplo, quando é divulgado o resultado de um balanço de uma empresa o mercado que já aguardava um determinado valor corrige o preço do ativo de acordo com os dados reais. Agora o que as pessoas sempre esquecem é que esta realidade futura é realmente imprevisível. E apesar das pessoas admitirem isto na teoria, na prática agem tentando sempre "advinhar" qual a melhor ação, qual o melhor momento (timing) de investir, qual o melhor momento de vender, etc. Alguns fazem isto por ingenuidade e ignorancia, outros por ganacia, imprudencia, não importa. O fato é que ignorar isto e "investir" de uma maneira como se pudessemos saber o futuro acaba muitas vezes mal.
Então se voce não sabe o futuro e reconhece que não sabe, não faça apostas direcionais, use a asset allocation; não perca tempo escolhendo a melhor ação, invista em todas através de um fundo indexado e não tente fazer timing.
Encerro com uma frase que acredito resuma bem o que penso sobre o assunto:
"Há 3 tipos de investidores:
1.) Investidores que não sabem como o mercado se comportará - e sabem que não sabem.
2.) Investidores que não sabem como o mercado se comportará - mas acham que sabem
3.) Investidores que não sabem como o mercado se comportará - e são bem pagos para fingir que sabem"
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Dollar cost averaging X Lump Sum Investing
A discussão sobre investir tudo de uma vez (Lump Sum Investing) X fazer Dollar cost averaging continua no excelente blog Viver de Renda em que o autor expressa sua opnião sobre as vantagens de investir tudo de uma vez, contra o Dollar cost averaging.
Não deixe de ler.
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