terça-feira, 10 de maio de 2011

Mercado de ações brasileiro é pouco confiável

O Brasil tem sido no último ano uma das piores bolsas do mundo. Vejam os dados que coletei do Yahoo finance (resutados em um ano):

Ibovespa: -1,27%

Estados Unidos: Apresentando recessão, Deficits altos e desemprego forte.
- Dow Jones: +17,61%;
- SP500: +16,09%


América Latina: Devíamos aprender algo com nossos "hermanos"
- Argentina: Merval+45,1%
- México: IPC: +9,88%
- Chile: IPSA: +25,21%

Europa: Mesmo com toda a crise na europa com os PIGGS as bolsa europeias vem batendo fácil o IBOV

- Inglaterra: FTSE100: +10,31%
- França: CAC40: + 7,71%
- Alemanha: DAX: +23,14%

Asia:
- China: Changai Composite: +6,44%
- Hong Kong: Hang Seng: +14,24%
- India: BSE Sensex: +6,92%
- Coreia: KOSPI: +27,51%

Japão: Nikkei 225: -6,99%
Finalmente conseguimos ganhar de alguem; só que aqui não teve nenhum terremoto com tsunami e acidente nuclear.

É óbvio que o mundo está passando por vários problemas, nos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e África; mas também é óbvio, pela análise comparativa, que a Bovespa vem caindo principalmente devido a fatores locais. Que fatores seriam estes?

Acredito que são principalmente dois problemas que estão interligados:

1) Gestão Político-Econômica equivocada:
- O governo expandiu muito a base monetária a fim de sair mais rápido da crise e também para eleger o sucessor de Lula; isto gerou Inflação;
- Carga tributária muito alta; produtos caros e pouco competitivos;
- Falta de investimentos adequados em infra-estrutura;
- Baixo investimento em educação

2) Intervenção frequente nos mercados financeiros:
- Ingerência do governo sobre o Banco Central (promovendo uma politica de juros mais branda);
- Intervenção constante do governo no cambio (mudanças do IOF e várias ameaças de novas medidas);

- Intervenção direta em empresas "privadas": Mudança no marco regulatório do petroleo; Capitalização da Petrobras com grande prejuizo aos minoritários; Intervenção na direção da Vale


Todos estes fatores criam um ambiente de incerteza que acaba afugentando os investidores estrangeiros do Brasil.

Além de tudo isto, segundo artigo transcrito abaixo, existem muitos "conflitos de interesse" na Bolsa brasileira, pois os grandes gestores de fundos de pensão são indicados por políticos.



Abs



Caso VALE: troca de presidente refere-se a fatos investigados na SEC e no FBI há mais de 5

Enquanto o mercado observou a troca de comando da VALE, sob os holofotes de influência ou não do Ministro Guido Mantega, da interferência ou não do ex-presidente Lula ou mesmo dos Presidente do Bradesco ou da PREVI, poucos investidores nacionais e internacionais perceberam a realidade envolvida.
As circunstâncias que envolveram a saída do Presidente Roger Agnelli e a posse do Dr. Murilo Ferreira revelam algo muito mais sério. Conforme já vem sendo investigado, desde de 2008, em processos na SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) sob os nºs 676.560.200, 323.950.536. e 207.648.893.4; na NYSE (Bolsa de Valores de Nova Iorque) nº 676.560.196 e no FBI, existem provas definitivas de que o Brasil é um mercado perigoso e pouco confiável. Os players brasileiros estão organizados de maneira que violam regras internacionais, em que pese estarem inseridos em negócios e bolsas globais.

O problema não é quem manda na VALE, mas sim o fato incontroverso de que a maior parte dos negócios feitos a partir da BOVESPA, ou mesmo as fusões e incorporações internacionais abrangendo grandes empresas brasileiras envolvem, 90% das vezes, mais de U$ 250 bilhões administrados pelos 34 maiores fundos de previdência privados do Brasil, entre eles PETROS, PREVI, FUNCEF, mais os Fundos de Investimento em Ações dos clientes da Caixa Econômica Federal (aprox.U$ 90 bilhões), os Fundos de Investimento em Ações do Banco do Brasil (aprox. U$ 120 bilhões) e os fundos de participações organizados pelo BNDESPAR e pelo BNDES (com mais de U$ 150 bilhões de capital e participações) - fonte: denúncia no TCU sob o nº 027.703/2008-5).

Citadas entidades têm seus diretores e presidentes escolhidos por não mais do que seis pessoas justo posicionadas no Brasil. E pasmem, estas mesmas pessoas ainda escolhem os Presidentes e Diretores das mais de 20 empresas do Grupo "Privado" Eletrobras, das mais de 30 empresas que compõem o Grupo "Privado" Petrobras, escolhem os bancos responsáveis pelo bilionário negócio de emitir ações e ADRs do Banco do Brasil, Petrobras e Eletrobras; além de escolherem os presidente e diretores do BNDES e BNDESPAR, também definem o volume de financiamento e de participação societária, no Brasil e no exterior quanto a negócios das mais importantes empresas do mundo, tais como: OI BRASILTELECOM, VALE, JBSFRIBOI, BRASIL FOODS, EMBRAER, EMBRATEL, AMBEW-INTERBEW.

Todo este poder estruturado não vem a público, exceto quando ocorre mudanças como a da VALE. De regra, tudo sequer é comentado, não merecendo notas por parte de auditorias ou mesmo dos órgãos de fiscalização. Afinal, o mesmo centro de poder também escolhe os Diretores e Presidente da CVM - Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central do Brasil, órgãos que a todos deveria fiscalizar.

O fato preocupa não pela VALE ou por seu ex-presidente, mas sim pelo seguinte aspecto: caso este grupo de pessoas, empresas e bancos sintam-se tentados em ajudar um ao outro, será que estarão agindo com "conflito de interesses"? E pior: e se as pessoas citadas resolvessem revelar uns aos outros suas intenções e segredos, mesmo que de boa fé, estarão violando regras de "Chinese Wall" e suas ideias podem ou não definir ou criar movimentos que estabeleçam o preço de ações e commodities de forma não natural? E quando se reúnem e organizam ou não fusões/incorporações ou serão TAG ALONGS? Basta não ser público! Se ocorrer esta hipótese, estarão cometendo crimes financeiros ou simplesmente manipulando preços e mercado? É muita dúvida acessória para um mercado de "risco".

A preocupação agiganta-se ainda mais quando se considera o fato de que os negócios realizados por empresas e investidores brasileiros despontam com peso nas Bolsas de Valores que compõe o sistema NYSE/Euronext. VALE, AMBEV, JBS FRIBOI, PETROBRAS, ELETROBRÁS, OI BRASILTELECOM e BRASILFOOD, por ex., são as maiores multinacionais do mundo em seus setores de atuacão.

Assim, quando os diretores dos citados bancos, dos 34 maiores fundos de previdência privados do Brasil (que administram os recursos de seus clientes aplicados em fundos de ações), do BNDES, do BNDESPAR resolvem, estruturadamente, aplicar recursos em ações ou participar de fusões e incorporações, que envolvem os grupos empresariais, os quais estão ligados por um centro de gestão e financiamento comum, é necessário esclarecer ao mercado que estes estão agindo organizadamente, sem nenhuma fiscalização, isenta de conflito de interesses e utilizando mais de 400 bilhões de dólares em dinheiro e estruturas patrimoniais que ultrapassam 200 bilhões de dólares.

Sem explicar como isto ocorre, sempre haverá suspeita de "conflito de interesses", violação as regras de "Chinese Wall", "Falta de Transparência" e "ausência de fiscalização imparcial". Em território estrangeiro, principalmente nos mercados diretos e de derivativos organizados em torno das operação da Bolsa de New York, tais circunstâncias, presente ou ausente a má fé, são consideradas práticas de crime por força das leis Securities Exchange Act, Sarbanes Oxley- SOX e Dodd-Frank Act.

Édison Freitas de Siqueira
Presidente do Instituto de Estudos dos Direitos do Contribuintes
efs_artigos@edisonsiqueira.com.br
www.edisonsiqueira.com.br
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/caso-vale-troca-de-presidente-refere-se-a-fatos-investigados-na-sec-e-no-fbi-ha-mais-de-5/54200/

10 comentários:

  1. A máfia petista MAMA nas tetas das estatais, dos fundos de pensão e agora da Vale. Aprenderam a roubar (muito) de forma imoral, mas relativamente legalizada. Criaram o rally em TELB3, TELB4 e IGBR3 com as falas do Molusco a respeito destas empresas. Uma vergonha. Aprenderam a desviar dinheiro público aos Bilhões sem serem molestados. Nosso Judiciário é comprado, a imprensa "livre" hoje vive de grana para propagandas do Governo (e se cala...). Por isso tentam de todas as formas amordaçar a Internet; o resto, eles já tem nas mãos.

    Vivemos uma Ditadura de esquerda, poucos enxergam isso. A irmã de Chico Buarque, agora ministra, recebe diárias no Rio de Janeiro sendo que lá é sua casa!!! E só devolveu o dinheiro por que foi DENUNCIADA publicamente. E a mesma "sinistra" liberou mais de 1 milhão de reais para Maria Bethânia criar uma MERDA DE BLOG!!

    Brasil: AQUI VOCÊ É O PALHAÇO!!!!

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  2. Qual a fonte disso?

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  3. Heavy Metal,

    Realmente os governos vem administrando muito mal a máquina pública, em beneficio próprio e para prejuizo de toda a população. Infelizmente os culpados somos nós o povo que permite toda esta roubalheira e impunidade; o povo reelegeu o Lula e elegeu a Dilma; agora estamos pagando a conta. E a economia e consequentemente a bolsa paga o pato.

    Anonimo,

    A primeira parte do post é uma opnião pessoal minha. A segunda parte - o texto após o título em negrito - tem a fonte no fim do artigo.

    Abs

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  4. Que beleza de artigo.

    Faz 21 anos que não voto, a última vez que votei foi na eleição do Collor x Lula, votei no Collor e votaria de novo se fosse contra o molusco sem vergonha.

    Certo está o Lírio Parizotto que diz para nunca investirmos em estatais, pois os políticos acabam com qualquer chance de grande crescimento destas empresas.

    A única coisa que sei desta sra presidente, é que a mesma assaltava bancos na década de 70.

    abraço a todos

    I40

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  5. Olhem as últimas:

    - o CADE após quase 2 anos da fusão que criou a Brasilfoods ameaça vetar a operação. - Não vou entrar no mérito da decisão. O ponto é que isto cria um sentimento de desconfiança nos mercados. Deveria ter vetado no inicio e não agora.

    - A Petrobras importa gasolina mais cara e é obrigada a vender mais barata; não pode repassar os preços..

    Abs

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  7. Acho que é consenso entre nós investidores que o governo é, na melhor das hipóteses, um câncer cujo único propósito é se espalhar e sugar tudo o que temos para seu próprio benefício.

    Não vejo a tributação muito diferente do roubo (afinal, subtraem coisa alheia sob violência ou grave ameaça) e, portanto, concordo integralmente com as palavras tensas porém sensatas dos colegas Inv. e Fin., I40 e Heavy.

    Minha única dúvida é o que fazer com tantos absurdos por parte do governo. Já sonego o que posso, mas o leviatã assusta...

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  8. Olá Viver de Renda,

    Realmente a tributação é uma forma disfarçada de roubo.

    Sobre o que fazer, não existe uma solução de curto prazo e simples; o problema é sistêmico e o brasileiro tem uma cultura de corrupção e de levar a melhor. Eu vejo tres áreas importantes: Maior educação político-econômica; divulgar os desmandos do governo para a população (para isto a internet é um ótimo veículo); um maior engajamento político das pessoas. Pois obviamente uma solução de longo prazo passa por mudanças na sociedade e nas leis.

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