Uma das causas estruturais mais importantes da crise mundial e menos comentadas e compreendidas é o pico do petroleo. Com o crescimento da demanda devido ao crescimento da China e India e a restrição da "Net Energy", da energia livre disponível é impossível um crescimento continuado da economia mundial. Como os políticos mundiais vem ignorando os alertas sobre o pico do petroleo foram feitos muitos investimentos errados, muitos emprestimos baseados em uma premissa de crescimento da economia que não veio, levando a muitos prejuízos.
Como existe muita ignorância e dúvida sobre o pico do petroleo, segue alguns trechos de um documento oficial: World Energy Outlook 2010 (Sumário), da Agência Internacional de Energia (Potugues de Portugal):
O pico de extracção do petróleo: convidado ou desmancha-prazeres?
O preço do petróleo necessário para equilibrar os mercados do petróleo deverá aumentar, reflectindo a insensibilidade crescente aos preços tanto da demanda como da oferta.
A produção de petróleo bruto atinge um planalto ondulante de aproximadamente 68‐69 mb/d em 2020, embora nunca volte ao nível mais alto de sempre, de 70 mb/d em 2006
A amplitude desconhecida dos últimos recursos recuperáveis de petróleo tanto convencional como não convencional representa uma grande fonte de incerteza em matéria de perspectivas para a produção mundial de petróleo a longo prazo.
http://www.worldenergyoutlook.org/docs/weo2010/weo2010_es_portuguese.pdf
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Causas Estruturais da Crise - Pico do Petroleo
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Analisando as causas da Crise
Vivemos hoje em dia em uma época espantosa em que presenciamos a maior crise econômica desde a grande depressão. Quais são as causas desta crise? Não estou aqui a tratar das causas imediatas como a queda do Lehman Brothers ou a perda do rating americano ou a dívida da Grécia, mas gostaria de refletir sobre as causas mais elementares e digamos estruturais desta crise. Entender as causas pode nos ajudar a encontrar soluções.
Um primeiro ponto está relacionado com o crescimento da população mundial e a sua relação direta com a escassez de recursos. Vivemos em um mundo finito com recursos finitos; a exploração espacial tem voltado cada vez mais ao escopo da ficção científica. Em um mundo finito ao passo que a população cresce vários problemas tendem a surgir:
- Se a população cresce mais que a quantidade de alimentos disponiveis vemos um aumento no preço dos alimentos;
- Nossa sociedade se baseia em combustiveis fósseis que são finitos e que podem estar no pico de produção; o aumento da demanda com oferta restrita leva a grandes aumentos do preço dos combustiveis, o que leva ao aumento do custo de vida; o uso de biocombustiveis como o alcool acaba criando pressão nos custos dos alimentos.
- Maior população tende a aumentar a concorrencia por trabalho; e o aumento da concorrencia leva a uma diminuição nos salários - isto é o que tem acontecido ao passo que a população chinesa foi incorporada ao mercado de trabalho globalizado.
Assim o crescimento populacional leva ao aumento nos preços dos alimentos e combustíveis e a uma maior concorrencia por trabalho e mercados com diminuição de salários. É o mesmo que acontece em uma família, quanto mais aumenta o número de filhos, menos recursos ficam disponiveis para cada um. Ou seja existe um limite para o crescimento. Do mesmo modo como uma familia não consegue criar bem muitos filhos, também a terra como um todo tem um limite de população que pode suportar com um determinado nível de consumo. Um consumo alto (alto nível de vida) só é possível para um número menor de pessoas; ao passo que aumenta o número de pessoas como os recursos são finitos necessariamente é preciso diminuir o consumo e nível de vida médio da população (obviamente isto acontece de forma desigual).
Na prática isto se traduz nos dias atuais em 2 fatores que tem contribuído para a crise:
- Aumento do preço dos combustíveis, das commodities e dos alimentos
- Grande número de trabalhadores (China e India) aceitando ganhar bem menos, e levando consequentemente ao aumento do desemprego em países industrializados nos Estados Unidos e na Europa.
No proximo post trataremos de outro aspecto estrutural da crise.
Um primeiro ponto está relacionado com o crescimento da população mundial e a sua relação direta com a escassez de recursos. Vivemos em um mundo finito com recursos finitos; a exploração espacial tem voltado cada vez mais ao escopo da ficção científica. Em um mundo finito ao passo que a população cresce vários problemas tendem a surgir:
- Se a população cresce mais que a quantidade de alimentos disponiveis vemos um aumento no preço dos alimentos;
- Nossa sociedade se baseia em combustiveis fósseis que são finitos e que podem estar no pico de produção; o aumento da demanda com oferta restrita leva a grandes aumentos do preço dos combustiveis, o que leva ao aumento do custo de vida; o uso de biocombustiveis como o alcool acaba criando pressão nos custos dos alimentos.
- Maior população tende a aumentar a concorrencia por trabalho; e o aumento da concorrencia leva a uma diminuição nos salários - isto é o que tem acontecido ao passo que a população chinesa foi incorporada ao mercado de trabalho globalizado.
Assim o crescimento populacional leva ao aumento nos preços dos alimentos e combustíveis e a uma maior concorrencia por trabalho e mercados com diminuição de salários. É o mesmo que acontece em uma família, quanto mais aumenta o número de filhos, menos recursos ficam disponiveis para cada um. Ou seja existe um limite para o crescimento. Do mesmo modo como uma familia não consegue criar bem muitos filhos, também a terra como um todo tem um limite de população que pode suportar com um determinado nível de consumo. Um consumo alto (alto nível de vida) só é possível para um número menor de pessoas; ao passo que aumenta o número de pessoas como os recursos são finitos necessariamente é preciso diminuir o consumo e nível de vida médio da população (obviamente isto acontece de forma desigual).
Na prática isto se traduz nos dias atuais em 2 fatores que tem contribuído para a crise:
- Aumento do preço dos combustíveis, das commodities e dos alimentos
- Grande número de trabalhadores (China e India) aceitando ganhar bem menos, e levando consequentemente ao aumento do desemprego em países industrializados nos Estados Unidos e na Europa.
No proximo post trataremos de outro aspecto estrutural da crise.
sábado, 3 de setembro de 2011
Grecia a beira do Default 2
Menos de uma semana depois do primeiro post Grecia a beira do Default as taxas de juros dos títulos (bonds) da Grécia de 1 ano subiram de 60% para 72% (aumento de 20%) em menos de 1 semana; a subida das taxas indica forte venda de títulos pelos investidores; o mercado está começando a entrar em pânico e vendendo os títulos da Grécia com grande desconto. Nesta situação se você tivesse que fazer uma aposta, apostaria em que: A Grécia vai entrar em Default ou não?? Se você acredita que a Grécia não vai entrar em default deveria investir nos títulos gregos pois vai ganhar muito dinheiro. O mercado certamente acredita que sim e ninguém tá querendo ficar com o pepino na mão. Meu incrível poder de prever o futuro me diz que esta semana será de fortes emoções. Deveremos ver no curto prazo um default da Grécia ou uma intervenção do Banco Central Europeu.
Abs
Abs
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Resultados Agosto/2011
Em um mês que o Ibovespa caiu -3,96% a minha carteira conseguiu um resultado excepcional de 4,26%, na verdade o melhor resultado da minha carteira nos últimos 15 meses. Este excelente resultado foi graças a ter recomprado minha carteira de ações em um excelente ponto após as fortes quedas do inicio do mês. Minha carteira de ações rendeu 11,72% no mês.
Este mês também foi muito bom pois graças a uns trabalhos extras consegui fazer um bom aporte de R$ 7.000,00 e superei pela primeira vez a marca simbólica dos 500K.
Alocação no fim do mẽs:
- DI: 30,81%
- FII: 35,52%
- Ações: 32,62%
- Caixa: 1,05%
Saldo no fim do Mẽs: R$ 521.302,93.
Resultado anual da carteira: 4,49%
Como já havia comentado em posts anteriores no mês retrasado preciso me dedicar a alguns projetos pessoais que exigem muito tempo e terei muito pouco tempo livre para continuar postando no blog. Como o Guilherme do blog Valores reais comentou recentemente em um post excepcional precisamos focar mais em nossa carreira pois ela é o nosso maior ativo e a verdadeira fonte da nossa riqueza.
Abs
Este mês também foi muito bom pois graças a uns trabalhos extras consegui fazer um bom aporte de R$ 7.000,00 e superei pela primeira vez a marca simbólica dos 500K.
Alocação no fim do mẽs:
- DI: 30,81%
- FII: 35,52%
- Ações: 32,62%
- Caixa: 1,05%
Saldo no fim do Mẽs: R$ 521.302,93.
Resultado anual da carteira: 4,49%
Como já havia comentado em posts anteriores no mês retrasado preciso me dedicar a alguns projetos pessoais que exigem muito tempo e terei muito pouco tempo livre para continuar postando no blog. Como o Guilherme do blog Valores reais comentou recentemente em um post excepcional precisamos focar mais em nossa carreira pois ela é o nosso maior ativo e a verdadeira fonte da nossa riqueza.
Abs
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Grécia a beira do Default
Os títulos públicos da dívida da grécia (equivalentes ao nosso tesouro direto) de curto prazo (1 ano) estão pagando uma taxa de juros de 60% ao ano. Isto nos mostra que o risco de default é altíssimo em um curto prazo de tempo pois estas taxas são claramente insustentáveis.
E aí quem tem coragem de investir na Grécia?? Da pra ganhar (ou perder) muito dinheiro.
E aí quem tem coragem de investir na Grécia?? Da pra ganhar (ou perder) muito dinheiro.
domingo, 28 de agosto de 2011
Analisando o Presente
É impossível prever o futuro com exatidão, mas é possível analisar o momento presente e tirar conclusões que podem nos auxiliar na nossa jornada. Ao analisar uma grande quantidade de dados atuais como a velocidade dos ventos, a umidade do ar, entre outros, os meteorologistas podem prever com uma certa margem de erro se vai chover ou não. Óbvio que a previsão pode sair errada, mas é mais seguro levar um guarda-chuva se formos avisados de uma possivel tempestade, ou até não sair de casa. A economia, como o clima, é um sistema dinâmico e complexo, com muitas variáveis e que por isto é muito difícil de analisar, mas nem por isto devemos desprezar o estudo da economia.
Alguns eventos e situações trazem consequências de longo-prazo; existe também uma relação de causa e efeito entre algumas variáveis; então muitas vezes ao analisar determinados fatos podemos ter uma idéia do que pode acontecer no futuro. Se uma pessoa é diagnosticado com um cancer avançado o médico pode muitas vezes fazer um prognóstico de quanto tempo de vida aproximadamente a pessoa tenha. Evidentemente o médico não sabe o futuro e existe uma margem de erro no prognóstico; pode ser que em pouco tempo apareça um novo tratamento; mas em uma média o médico vai estar certo. Da mesma forma se um determinado país, como a grécia, tem uma dívida muito alta, muito acima do PIB do país, os economistas conseguem "prever" vários cenários que podem acontecer com o país: o país vai ter que "apertar o cinto" para pagar as dívidas com aumento dos impostos, restrição do credito, desemprego, recessão; isto vai causar muitos protestos da população e existe um risco de calote da dívida. O fato da dívida muito alta permite "predizer" vários eventos futuros com certa margem de erro. Obviamente não da pra prever a data em que a grécia vai dar calote, por exemplo; mas da pra ter uma boa idéia geral da direção mais provável da economia.
Especialmente nos dias atuais é importante estarmos atentos ao desenrolar da economia, pois vivemos em um período de grandes mudanças, de transição. As grandes economias desenvolvidas dos Estados Unidos, Europa e Japão estão muito endividadas, de uma forma insustentável; a população mundial está envelhecendo; estamos entrando na época do Pico do Petróleo; uma população mundial enorme tem trazido grande pressão sobre o preço dos alimentos. Ou seja o Estado falido, com menos receitas, maiores despesas com saúde e com combustivel e alimento caros. Em um cenário assim a competição por recursos, mercados e empregos será cada vez maior e vai sobreviver o mais adaptado.
Estamos a beira de uma grande recessão mundial. As quedas recentes na bolsa representam uma reprecificação dos ativos para um ambiente de menor crescimento. Em um mundo de recursos limitados precisamos mudar a mentalidade de uma economia baseada em débito e crescimento para uma economia baseada em sustentabilidade.
Alguns eventos e situações trazem consequências de longo-prazo; existe também uma relação de causa e efeito entre algumas variáveis; então muitas vezes ao analisar determinados fatos podemos ter uma idéia do que pode acontecer no futuro. Se uma pessoa é diagnosticado com um cancer avançado o médico pode muitas vezes fazer um prognóstico de quanto tempo de vida aproximadamente a pessoa tenha. Evidentemente o médico não sabe o futuro e existe uma margem de erro no prognóstico; pode ser que em pouco tempo apareça um novo tratamento; mas em uma média o médico vai estar certo. Da mesma forma se um determinado país, como a grécia, tem uma dívida muito alta, muito acima do PIB do país, os economistas conseguem "prever" vários cenários que podem acontecer com o país: o país vai ter que "apertar o cinto" para pagar as dívidas com aumento dos impostos, restrição do credito, desemprego, recessão; isto vai causar muitos protestos da população e existe um risco de calote da dívida. O fato da dívida muito alta permite "predizer" vários eventos futuros com certa margem de erro. Obviamente não da pra prever a data em que a grécia vai dar calote, por exemplo; mas da pra ter uma boa idéia geral da direção mais provável da economia.
Especialmente nos dias atuais é importante estarmos atentos ao desenrolar da economia, pois vivemos em um período de grandes mudanças, de transição. As grandes economias desenvolvidas dos Estados Unidos, Europa e Japão estão muito endividadas, de uma forma insustentável; a população mundial está envelhecendo; estamos entrando na época do Pico do Petróleo; uma população mundial enorme tem trazido grande pressão sobre o preço dos alimentos. Ou seja o Estado falido, com menos receitas, maiores despesas com saúde e com combustivel e alimento caros. Em um cenário assim a competição por recursos, mercados e empregos será cada vez maior e vai sobreviver o mais adaptado.
Estamos a beira de uma grande recessão mundial. As quedas recentes na bolsa representam uma reprecificação dos ativos para um ambiente de menor crescimento. Em um mundo de recursos limitados precisamos mudar a mentalidade de uma economia baseada em débito e crescimento para uma economia baseada em sustentabilidade.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Resultados de Julho/2011
Em Junho eu estava otimista com a bolsa pois os multiplos fundamentalistas estavam baratos e parecia que a crise da Grécia iria se resolver. No início de Julho eu comecei a ficar cada vez mais pessimista com a economia mundial. Quando começaram a circular noticias sobre a dívida da Itália e sobre a ampliação do teto da dívida americana eu percebi que a crise que parecia estar restrita a Grécia estava se tornando em uma crise global; acabei no início do mes vendendo todas as ações e optando por esperar o desenrolar dos fatos.
Aumentei minha posição em Fundos Imobiliários (no NSLU11B) e a maior parte mantive na renda fixa.
Alocação: RF 65%;
FII 35%
FIIs
% | |
FPAB11 | 15,89 |
EURO11 | 12,76 |
FLMA11 | 13,66 |
FFCI11 | 14,54 |
FEXC11B | 11,16 |
NSLU11B | 14,83 |
HCRI11B | 4,95 |
PRSV11 | 2,02 |
BCFF11B | 2,40 |
CSBC11 | 5,40 |
TRXL11 | 1,20 |
FCFL11 | 1,19 |
Resultado do Mẽs: 1,05%
Resultado no ano: 0,22%
Patrimônio: R$ 493.500,00
Durante o mês fiz um saque do portfolio; para uma viagem pros Estados Unidos; vou dar a minha contribuição para a melhora da economia americana.
Por sorte a minha análise se mostrou correta e o mercado caiu bastante em julho e agosto.
Atualmente estou analisando o melhor momento para voltar aos mercados de ações.
Espero não ter decepcionado os colegas mais puristas do Buy&Hold.
Abs
First Rule of Panic: 'Don't Panic, but If you are going to panic, panic early’
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Crise nas Infinitas Terras
Quando eu era criança eu gostava muito de historias em quadrinhos e colecionava vários gibis. A situação atual do mundo lembra muito uma grande série da DC Comics chamada "Crise nas Infinitas Terras". Hoje ler as noticias economicas é muito mais interessante que os quadrinhos. O maior problema atual é que não temos nenhum herói. Os líderes mundiais vem se mostrando ineptos para lidar com os grandes problemas. O sistema político democrático acaba dificultando muito a tomada de medidas mais duras, mesmo que necessárias, pois os governantes temem não ser re-eleitos e preferem empurrar o problema pra frente, o que só agrava a situação.
O mundo encontra-se em uma situação muito delicada com grandes dívidas nas grandes economias desenvolvidas, Estados Unidos, Europa e Japão. A solução americana de imprimir rios de dinheiro não vem mostrando resultado e agora com a ascenção do Tea Party ( ala mais conservadora entre os republicanos) os EUA se viu forçado a iniciar uma política de austeridade. Todo o drama para aumentar o teto da dívida acabou apenas evidenciando a fraqueza do Obama e terminou com um acordo fraco que está longe de resolver o problema do deficit americano, fazendo com que um downgrade da nota de risco pelas agencias reguladoras seja uma ameaça cada vez mais provável. Uma agencia chinesa independente até já diminuiu a nota de risco dos EUA, mas todo mundo está de olho na posição da Standard and Poors.
A estratégia americana para sair da crise é desvalorizar o dolar para aumentar a competitividade dos produtos americanos e aumentar a receita das empresas americanas. Isto tem afetado especialmente o Brasil que tendo uma carga tributária alta e baixa produtividade vem caminhando para a desindustrialização enquanto o governo fala que está tudo bem. Isto se traduz em os brasileiros (inclusive eu) com a queda do dolar preferindo comprar produtos importados pois são mais baratos e de melhor qualidade. Ou seja a salvação dos EUA seria as custas de vários outros países. Agora finalmente o governo reconheceu o problema e lançou um pacote de estímulo para a industria. Mas o governo também não tem tido a coragem ou força (ou vontade) política para tomar as medidas necessárias de diminuir a carga tributária, cortar os custo do governo, simplificar as leis trabalhistas e investir na educação. A dívida pública brasileira vem crescendo gradativamente e já está em R$ 1,8 Trilhão (segundo reportagem recente da revista Veja); e o grande problema desta dívida brasileira é que a maior parte dela é dívida interna com taxa de juros Selic de 12,5%; ou seja só de juros o Brasil tem que pagar R$ 225 bilhões de reais por ano.
Agora a crise se intensifica e entramos nesta última semana em uma nova fase da crise com as guerras cambiais. Aparentemente vários países não vão aceitar esta desvalorização do dolar e estão tomando medidas sérias para desvalorizar suas moedas. O Brasil vem apelando para a taxação e regulação das operações cambiais. A suiça vem atuando na libor (trazendo a libor de 3 meses para zero) para valorizar o Franco Suiço. O Japão começou também a intervir na taxa de cambio para desvalorizar o Yen. O grande problema do Brasil neste sentido é nossa alta taxa de juros; como o governo não tomou as medidas macro e micro economicas para permitir uma diminuição da taxa de juros, o Brasil provavelmente vai continuar como a maior taxa de juros do mundo, o que deve manter o real valorizado e a economia cada vez menos competitiva.
Mas o problema mais preocupante atualmente está na Europa. A taxa de juros dos títulos da dívida da Espanha e da Itália vem subindo a níveis recordes. Hoje a Itália vai ter de rolar uma parcela da dívida e existe dúvida se a demanda de títulos pelos Bond Holders vai ser suficiente ou se vai acontecer a uma taxa de juros razoável. Talvez o Banco Central Europeu tenha de intervir e comprar os títulos da Itália. Uma crise na Europa parece iminente.
O mundo encontra-se em uma situação muito delicada com grandes dívidas nas grandes economias desenvolvidas, Estados Unidos, Europa e Japão. A solução americana de imprimir rios de dinheiro não vem mostrando resultado e agora com a ascenção do Tea Party ( ala mais conservadora entre os republicanos) os EUA se viu forçado a iniciar uma política de austeridade. Todo o drama para aumentar o teto da dívida acabou apenas evidenciando a fraqueza do Obama e terminou com um acordo fraco que está longe de resolver o problema do deficit americano, fazendo com que um downgrade da nota de risco pelas agencias reguladoras seja uma ameaça cada vez mais provável. Uma agencia chinesa independente até já diminuiu a nota de risco dos EUA, mas todo mundo está de olho na posição da Standard and Poors.
A estratégia americana para sair da crise é desvalorizar o dolar para aumentar a competitividade dos produtos americanos e aumentar a receita das empresas americanas. Isto tem afetado especialmente o Brasil que tendo uma carga tributária alta e baixa produtividade vem caminhando para a desindustrialização enquanto o governo fala que está tudo bem. Isto se traduz em os brasileiros (inclusive eu) com a queda do dolar preferindo comprar produtos importados pois são mais baratos e de melhor qualidade. Ou seja a salvação dos EUA seria as custas de vários outros países. Agora finalmente o governo reconheceu o problema e lançou um pacote de estímulo para a industria. Mas o governo também não tem tido a coragem ou força (ou vontade) política para tomar as medidas necessárias de diminuir a carga tributária, cortar os custo do governo, simplificar as leis trabalhistas e investir na educação. A dívida pública brasileira vem crescendo gradativamente e já está em R$ 1,8 Trilhão (segundo reportagem recente da revista Veja); e o grande problema desta dívida brasileira é que a maior parte dela é dívida interna com taxa de juros Selic de 12,5%; ou seja só de juros o Brasil tem que pagar R$ 225 bilhões de reais por ano.
Agora a crise se intensifica e entramos nesta última semana em uma nova fase da crise com as guerras cambiais. Aparentemente vários países não vão aceitar esta desvalorização do dolar e estão tomando medidas sérias para desvalorizar suas moedas. O Brasil vem apelando para a taxação e regulação das operações cambiais. A suiça vem atuando na libor (trazendo a libor de 3 meses para zero) para valorizar o Franco Suiço. O Japão começou também a intervir na taxa de cambio para desvalorizar o Yen. O grande problema do Brasil neste sentido é nossa alta taxa de juros; como o governo não tomou as medidas macro e micro economicas para permitir uma diminuição da taxa de juros, o Brasil provavelmente vai continuar como a maior taxa de juros do mundo, o que deve manter o real valorizado e a economia cada vez menos competitiva.
Mas o problema mais preocupante atualmente está na Europa. A taxa de juros dos títulos da dívida da Espanha e da Itália vem subindo a níveis recordes. Hoje a Itália vai ter de rolar uma parcela da dívida e existe dúvida se a demanda de títulos pelos Bond Holders vai ser suficiente ou se vai acontecer a uma taxa de juros razoável. Talvez o Banco Central Europeu tenha de intervir e comprar os títulos da Itália. Uma crise na Europa parece iminente.
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Economia
sábado, 23 de julho de 2011
A Grécia é Aqui !
O Friedman está falando da Grécia, mas parece estar falando do Brasil! Praticamente todas as mazelas da Grécia se repetem no Brasil, e talvez até pior!Obviamente o Brasil tem uma economia bem mais pujante que a Grécia, mas infelizmente assim como na Grécia não há incentivo ao empreendedorismo, a educação é péssima, a burocracia é enorme, carga tributária alta, gastos públicos enormes e mal feitos, muita corrupção, péssimos políticos, apenas atrás de cargos e de desviar a verba pública, cultura paternalista e "do jeitinho". Se continuar deste jeito o Brasil vai continuar sempre como a "o país do futuro", de um futuro que nunca chega.
Deem uma lida no texto do Friedman!
Abs
22/07/2011 - 00h01
Os gregos podem se tornar alemães?
Thomas L. Friedman
Em Atenas (Grécia)
Katerina Sokou, 37 anos, uma jornalista financeira grega do jornal “Kathimerini”, me contou esta história: um grupo de membros alemães do Parlamento bávaro visitou Atenas logo após o estouro da crise econômica aqui e se encontrou com alguns políticos, acadêmicos, jornalistas e advogados gregos em uma taverna para avaliar a economia grega. Sokou disse que sua impressão era de que os alemães estavam tentando descobrir se deveriam emprestar dinheiro para o resgate da Grécia. Era como se fosse um país entrevistando outro para aprovar um empréstimo.
“Eles não estavam aqui como turistas; nós estávamos passando dados sobre quantas horas trabalhávamos”, lembrou Sokou. “A sensação era de que tínhamos que persuadi-los a respeito de nossos valores.”
A observação de Sokou me lembrou algo que me foi dito por Dov Seidman, autor do livro “Como – Por que o Como Fazer Algo Significa Tudo” e presidente-executivo da LRN, que ajuda empresas a desenvolverem culturas de negócios éticas. A globalização dos mercados e povos se intensificou a um novo grau nos últimos cinco anos, com a ascensão das redes sociais, Skype, derivativos, conexão rápida sem fio, telefones inteligentes baratos e computação em nuvem.
“Quando o mundo está amarrado junto tão firmemente”, argumentou Seidman, “os valores e comportamentos de todos importam mais do que nunca, porque o impacto deles atinge muito mais pessoas do que nunca. (...) Nós passamos de conectados a interconectados e para eticamente interdependentes”.
À medida que fica mais difícil se proteger do comportamento irresponsável do próximo, acrescentou Seidman, tanto ele quanto você precisa se comportar mais responsavelmente – ou ambos sofrerão as consequências, quer você tenha feito algo errado ou não. Isso é duplamente verdadeiro quando dois países diferentes compartilham a mesma moeda, mas não o mesmo governo.
É por isso que esta história não se trata apenas de taxas de juros, mas sim de valores. Os alemães agora estão dizendo aos gregos: “Nós emprestaremos mais dinheiro, desde que passem a se comportar como alemães, no modo como poupam, no número de horas trabalhadas por semana, na duração das férias e quão consistentemente pagam seus impostos”.
A propósito, esses dois países são muito diferentes culturalmente. Eles lembram um casal sobre o qual você pergunta após o divórcio: “Como aqueles dois pensavam que poderiam se casar?”
A Alemanha é a epítome do país que enriqueceu produzindo coisas. A Grécia, após seu ingresso na União Europeia em 1981, se transformou em outro petro-Estado do Oriente Médio –só que em vez de um poço de petróleo, ela tinha Bruxelas, da qual Atenas extraía constantemente subsídios, ajuda e euros a taxas baixas de juros.
Os recursos naturais criam corrupção, à medida que grupos disputam quem controla a fonte. Isso é exatamente o que aconteceu na Grécia quando teve acesso a imensos subsídios e empréstimos. O empreendedorismo natural dos gregos foi canalizado na direção errada – para uma competição por fundos e contratos do governo.
Certamente nem tudo foi desperdiçado. A Grécia passou por um momento de modernização real nos anos 90. Mas após 2002, ela levantou seu pé, achando que tinha chegado, e muito dinheiro da União Europeia voltou a financiar um sistema corrupto e patrimonial, onde políticos distribuíam empregos públicos e projetos para localidades em troca de votos. Isso reforçou um imenso Estado de bem-estar social, onde os jovens sonhavam com um confortável emprego público e todos, de taxistas e caminhoneiros a farmacêuticos e advogados, eram autorizados a erguer barreiras à entrada de outros, o que inflacionava os preços artificialmente.
O ingresso na União Europeia “foi uma grande oportunidade para desenvolvimento e nós a desperdiçamos”, explicou Dimitris Bourantas, um professor de administração da Universidade de Atenas. “Nós também não aproveitamos os mercados dos (antigos) países socialistas em torno da Grécia. E também não aproveitamos o crescimento da economia global. Nós perdemos tudo isso porque o sistema político estava concentrado demais no crescimento da administração pública –e não no estímulo ao empreendedorismo, concorrência, estratégia industrial ou em vantagens competitivas. Nós criamos um Estado com grandes ineficiências, corrupção e uma burocracia muito grande. Nós éramos o último país soviético na Europa.”
Esse é o motivo para os gregos, ao se mudarem para os Estados Unidos, “explorarem seu talento e empreendedorismo” de formas que permitem que prosperem no comércio, ele acrescentou. Mas aqui na Grécia, o sistema encoraja o oposto. Os investidores aqui dizem que a burocracia envolvida na abertura de uma empresa é insuportável. É loucura; a Grécia é o único país no mundo onde os gregos não se comportam como gregos. O Estado de bem-estar social, financiado pelo euro, degenerou tudo.
Com o declínio de Beirute e Dubai, Atenas poderia ter se tornado o centro de serviços do Leste do Mediterrâneo. Em vez disso, Chipre e Istambul assumiram esse papel. A Grécia não pode desperdiçar esta crise. Apesar da implantação de algumas reformas no ano passado, o primeiro-ministro George Papandreou me disse: “O que é mais frustrante é a resistência no sistema. Como promover uma mudança de cultura?”
Será necessária uma revolução cultural. E isso só pode acontecer se os dois maiores partidos da Grécia se unirem, derem as mãos e forçarem coletivamente uma mudança radical na cultura de governo de cima para baixo. Sem isso, a Grécia nunca conseguirá pagar seus empréstimos.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Deem uma lida no texto do Friedman!
Abs
22/07/2011 - 00h01
Os gregos podem se tornar alemães?
Thomas L. Friedman
Em Atenas (Grécia)
Katerina Sokou, 37 anos, uma jornalista financeira grega do jornal “Kathimerini”, me contou esta história: um grupo de membros alemães do Parlamento bávaro visitou Atenas logo após o estouro da crise econômica aqui e se encontrou com alguns políticos, acadêmicos, jornalistas e advogados gregos em uma taverna para avaliar a economia grega. Sokou disse que sua impressão era de que os alemães estavam tentando descobrir se deveriam emprestar dinheiro para o resgate da Grécia. Era como se fosse um país entrevistando outro para aprovar um empréstimo.
“Eles não estavam aqui como turistas; nós estávamos passando dados sobre quantas horas trabalhávamos”, lembrou Sokou. “A sensação era de que tínhamos que persuadi-los a respeito de nossos valores.”
A observação de Sokou me lembrou algo que me foi dito por Dov Seidman, autor do livro “Como – Por que o Como Fazer Algo Significa Tudo” e presidente-executivo da LRN, que ajuda empresas a desenvolverem culturas de negócios éticas. A globalização dos mercados e povos se intensificou a um novo grau nos últimos cinco anos, com a ascensão das redes sociais, Skype, derivativos, conexão rápida sem fio, telefones inteligentes baratos e computação em nuvem.
“Quando o mundo está amarrado junto tão firmemente”, argumentou Seidman, “os valores e comportamentos de todos importam mais do que nunca, porque o impacto deles atinge muito mais pessoas do que nunca. (...) Nós passamos de conectados a interconectados e para eticamente interdependentes”.
À medida que fica mais difícil se proteger do comportamento irresponsável do próximo, acrescentou Seidman, tanto ele quanto você precisa se comportar mais responsavelmente – ou ambos sofrerão as consequências, quer você tenha feito algo errado ou não. Isso é duplamente verdadeiro quando dois países diferentes compartilham a mesma moeda, mas não o mesmo governo.
É por isso que esta história não se trata apenas de taxas de juros, mas sim de valores. Os alemães agora estão dizendo aos gregos: “Nós emprestaremos mais dinheiro, desde que passem a se comportar como alemães, no modo como poupam, no número de horas trabalhadas por semana, na duração das férias e quão consistentemente pagam seus impostos”.
A propósito, esses dois países são muito diferentes culturalmente. Eles lembram um casal sobre o qual você pergunta após o divórcio: “Como aqueles dois pensavam que poderiam se casar?”
A Alemanha é a epítome do país que enriqueceu produzindo coisas. A Grécia, após seu ingresso na União Europeia em 1981, se transformou em outro petro-Estado do Oriente Médio –só que em vez de um poço de petróleo, ela tinha Bruxelas, da qual Atenas extraía constantemente subsídios, ajuda e euros a taxas baixas de juros.
Os recursos naturais criam corrupção, à medida que grupos disputam quem controla a fonte. Isso é exatamente o que aconteceu na Grécia quando teve acesso a imensos subsídios e empréstimos. O empreendedorismo natural dos gregos foi canalizado na direção errada – para uma competição por fundos e contratos do governo.
Certamente nem tudo foi desperdiçado. A Grécia passou por um momento de modernização real nos anos 90. Mas após 2002, ela levantou seu pé, achando que tinha chegado, e muito dinheiro da União Europeia voltou a financiar um sistema corrupto e patrimonial, onde políticos distribuíam empregos públicos e projetos para localidades em troca de votos. Isso reforçou um imenso Estado de bem-estar social, onde os jovens sonhavam com um confortável emprego público e todos, de taxistas e caminhoneiros a farmacêuticos e advogados, eram autorizados a erguer barreiras à entrada de outros, o que inflacionava os preços artificialmente.
O ingresso na União Europeia “foi uma grande oportunidade para desenvolvimento e nós a desperdiçamos”, explicou Dimitris Bourantas, um professor de administração da Universidade de Atenas. “Nós também não aproveitamos os mercados dos (antigos) países socialistas em torno da Grécia. E também não aproveitamos o crescimento da economia global. Nós perdemos tudo isso porque o sistema político estava concentrado demais no crescimento da administração pública –e não no estímulo ao empreendedorismo, concorrência, estratégia industrial ou em vantagens competitivas. Nós criamos um Estado com grandes ineficiências, corrupção e uma burocracia muito grande. Nós éramos o último país soviético na Europa.”
Esse é o motivo para os gregos, ao se mudarem para os Estados Unidos, “explorarem seu talento e empreendedorismo” de formas que permitem que prosperem no comércio, ele acrescentou. Mas aqui na Grécia, o sistema encoraja o oposto. Os investidores aqui dizem que a burocracia envolvida na abertura de uma empresa é insuportável. É loucura; a Grécia é o único país no mundo onde os gregos não se comportam como gregos. O Estado de bem-estar social, financiado pelo euro, degenerou tudo.
Com o declínio de Beirute e Dubai, Atenas poderia ter se tornado o centro de serviços do Leste do Mediterrâneo. Em vez disso, Chipre e Istambul assumiram esse papel. A Grécia não pode desperdiçar esta crise. Apesar da implantação de algumas reformas no ano passado, o primeiro-ministro George Papandreou me disse: “O que é mais frustrante é a resistência no sistema. Como promover uma mudança de cultura?”
Será necessária uma revolução cultural. E isso só pode acontecer se os dois maiores partidos da Grécia se unirem, derem as mãos e forçarem coletivamente uma mudança radical na cultura de governo de cima para baixo. Sem isso, a Grécia nunca conseguirá pagar seus empréstimos.
Tradução: George El Khouri Andolfato
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Resultados Junho/2011
A bolsa este ano não está pra peixe; a bovespa vem acumulando seguidas quedas e já está entre as piores bolsas do mundo no ano. Aparentemente o principal motivo destas quedas da bolsa são um conjunto de fatores: pelo lado externo o temor de uma desaceleração forte da China com queda dos preços das comodities e pelo lado interno a conjuntura econômica desfavorável de inflação em alta; taxa de juros alta, real valorizado, maior endividamento da classe média e imóveis em patamares históricos muito altos (bolha ?); junte-se a isto a alta carga tributária e um governo com viés socialista que não vem fazendo as reformas necessárias e tem-se este resultado da bolsa em 2011.
Se por um lado a bovespa está teoricamente barata, como mostra o excelente estudo feito pelo HC e pelo Ricardo dos excelentes blogs HC Investimentos e Eu To na Bolsa; por outro lado as perspectivas de curto e médio prazo não são nada boas. Além disto o risco sistêmico vem progressivamente aumentando, com o recente downgrade da divida de Portugal para a categoria de "Lixo" pela Moody's. Se houver um default entre os PIIGS o contágio pode levar a uma crise a la 2008.
Vamos aos resultados de Junho. A minha carteira rendeu -1,11% no mês. Detalhes de cada classe de ativos:
FII
Com os juros altos e bolsa em queda muita gente tem vendido FIIs para realocar em ações e renda fixa. Então nos últimos meses a volatilidade tem sido bem alta. Isto tem aberto algumas ótimas oportunidades em FIIs.
Rendimentos mensais: 0,73%
(Des) Valorização das cotas: - 0,81%
Total: -0,08%
Carteira:
Ações
Ainda estou migrando das ações individuais para os ETFs. Na verdade neste exato momento que escrevo já vendi todas as ações mas no fim de junho ainda tinha uma parte da carteira em ações individuais. Acho que dentre os ETFs existem algumas opções interessantes para montar uma carteira mais voltada para o mercado interno como investir no setor de consumo (CSMO11), Imobiliário (MOB11), Financeiro (FIND11) e o SMAL11; enquanto que o indice Bovespa (BOVA11) tem uma alta parcela de empresas exportadoras que são mais sucetiveis a uma crise externa. Outra opção muito boa que teremos em breve é um ETF que segue o novo indice de Dividendos da Bovespa.
Carteira:
Não detalhei a carteira de ações por que já vendi. Fiquei impressionado com o FIND11; na minha carteira de ações individual já investia em pelo menos a metade das ações deste indice (Bradesco, Itau, Itausa, BB, BVMF, Cielo, Redecard); então foi uma escolha natural. Que burrice a minha em vez de comprar o ETF ficar comprando as ações uma a uma; vivendo e aprendendo. Acho que o setor financeiro está muito barato e é muito promissor.
O desempenho da carteira de ações apesar de tudo foi bom; acima do Ibovespa; -1,98% contra -3,43% do BOVA11.
Valor da Carteira e Alocação no fim do mês
Desempenho Histórico
Desempenho da carteira no ano: -0,82%
Abs
Se por um lado a bovespa está teoricamente barata, como mostra o excelente estudo feito pelo HC e pelo Ricardo dos excelentes blogs HC Investimentos e Eu To na Bolsa; por outro lado as perspectivas de curto e médio prazo não são nada boas. Além disto o risco sistêmico vem progressivamente aumentando, com o recente downgrade da divida de Portugal para a categoria de "Lixo" pela Moody's. Se houver um default entre os PIIGS o contágio pode levar a uma crise a la 2008.
Vamos aos resultados de Junho. A minha carteira rendeu -1,11% no mês. Detalhes de cada classe de ativos:
FII
Com os juros altos e bolsa em queda muita gente tem vendido FIIs para realocar em ações e renda fixa. Então nos últimos meses a volatilidade tem sido bem alta. Isto tem aberto algumas ótimas oportunidades em FIIs.
Rendimentos mensais: 0,73%
(Des) Valorização das cotas: - 0,81%
Total: -0,08%
Carteira:
Ações
Ainda estou migrando das ações individuais para os ETFs. Na verdade neste exato momento que escrevo já vendi todas as ações mas no fim de junho ainda tinha uma parte da carteira em ações individuais. Acho que dentre os ETFs existem algumas opções interessantes para montar uma carteira mais voltada para o mercado interno como investir no setor de consumo (CSMO11), Imobiliário (MOB11), Financeiro (FIND11) e o SMAL11; enquanto que o indice Bovespa (BOVA11) tem uma alta parcela de empresas exportadoras que são mais sucetiveis a uma crise externa. Outra opção muito boa que teremos em breve é um ETF que segue o novo indice de Dividendos da Bovespa.
Carteira:
Não detalhei a carteira de ações por que já vendi. Fiquei impressionado com o FIND11; na minha carteira de ações individual já investia em pelo menos a metade das ações deste indice (Bradesco, Itau, Itausa, BB, BVMF, Cielo, Redecard); então foi uma escolha natural. Que burrice a minha em vez de comprar o ETF ficar comprando as ações uma a uma; vivendo e aprendendo. Acho que o setor financeiro está muito barato e é muito promissor.
O desempenho da carteira de ações apesar de tudo foi bom; acima do Ibovespa; -1,98% contra -3,43% do BOVA11.
Valor da Carteira e Alocação no fim do mês
Desempenho Histórico
Desempenho da carteira no ano: -0,82%
Abs
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