Natal, férias, décimo terceiro, dinheiro no bolso e o brasileiro parte para compras de natal; aproveitei um dinheirinho a mais também para fazer as compras de natal, aproveitando alguns artigos que estão em promoção, com alguns descontos no mercado:
- Redecard (RDCD3) à R$ 20,75 - próxima da mínima do ano a Redecard vem sentindo o peso da concorrencia e das maiores exigencias do governo sobre o setor; com P/L de 9,6 e DY 10,2% me parece uma boa compra para o longo prazo.
- Hypermarcas (HYPE3) à R$ 22,59 - empresa Growth com forte crescimento por meio de aquisições, mas com um endividamento baixo em relação ao P/L; teve queda de 17% no mês após a última aquisição da Mantecorp
- AES Tiete (GETI3) à R$ 20,25 - Está não é exatamente um promoção, mas uma boa opção para reforçar os dividendos da carteira; DY 9,6%
Assim cheguei ao fim de 2010 com uma carteira com 20 ações, com uma diversificação razoável. Detalhes maiores na análise da performance do mês.
A todos os amigos virtuais um Feliz Natal, boas festas e um próspero ano novo!!!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Checando as previsões
O futuro é imprevisível, e assim também é o mercado financeiro. Contudo toda a industria financeira é fortemente baseada em previsões. Todos os anos os analistas, economistas e as corretoras fazem suas previsões quanto ao indice bovespa, taxa de juros, taxa de cambio, inflação, melhores empresas para investir e com suas respectivas recomendações de investimento. A maioria dos analistas erra feio suas previsões e trata de não comentar muito, comentando apenas os pequenos acertos. Um ou outro que acerta, muitas vezes por sorte vira o novo guru dos investimentos. E assim vai ano a ano, enquanto os investidores correm de um lado para o outro atrás do novo "melhor fundo" ou "melhor analista".
O grande problema da maioria esmagadora dos investidores é não aceitar a incerteza. Não aceitar que "os rendimentos passados não garantem os rendimentos futuros". Não aceitar o comportamento imprevisível dos mercados e as consequentes perdas daí decorrentes. E se tenta por diversos artificios tentar criar ordem no caos. Para isto os investidores se enganam com supostas ferramentas como a análise técnica que permitiriam a eles entender para onde vai o mercado. Quando a analise técnica eventualmente acerta o investidor reforça sua crença supersticiosa nos gráficos, suportes, resistencias, Fibonacci, ondas de elliot e outras tantas baboseiras. Quando a análise técnica da errado é por que os "Tubas" estão manipulando o mercado. Ou seja, quando ele erra ele na maioria das vezes não reconhece que a análise técnica não serve para nada e continua tentando "dominar" o mercado, vai fazer novos cursos, compra "Trade Systems" e continua assim dando seu dinheiro para os profissionais da bolsa, que vivem não dos seus investimentos ou dos seus trades, mas de vender livros, cursos e newsletters sobre como ganhar dinheiro na bolsa.
O que todos precisam fazer é anotar e checar as previsões dos analistas e corretoras, de economistas ou da análise técnica. Somente fazendo isto diversas vezes, anotando as previsões e checando, anotando e checando e talvez muitas vezes perdendo bastante dinheiro no processo é que o investidor eventualmente pode alcançar "a iluminação" e perceber que é impossível prever os rumos de um sistema tão complexo como a economia em que bilhões de agentes diferentes atuam para determinar a oferta e procura das diversas mercadorias.
O problema nem é tanto fazer previsões pois elas são inerentes do ser humano. O problema é quando a pessoa não enxerga que a previsão pode ter muitas falhas e aposta grande parte do seu dinheiro nestas previsões. Ao rever meus posts antigos vi que até eu que sou avesso a futurologia fiz algumas previsões (bem genéricas) sobre 2010. Vamos dar uma checada nestas previsões que estão no post "O que esperar de 2010?":
"Se tivesse que fazer apostas diria que a bolsa deve oscilar muito em 2010, sem grandes ganhos no índice, com ganho maior entre algumas small caps e um aumento da taxa selic, sendo que possivelmente os maiores ganhos fiquem com o ouro e CDI."
Como futurologista até que não me sai tão mal hein? Acertei os rumos da bolsa e que o DI e o ouro seriam alguns dos melhores investimentos. Só não previ o avanço dos Fundos imobiliários.
Mas vejam que mesmo acreditando que a bolsa não iria bem em 2010 eu mantive investimentos na bolsa de 30% do meu capital. E não tentei especular fazendo uma grande aposta no ouro (infelizmente..). Ou seja, as previsões são inerentes do desejo do homem de controlar o seu futuro, mas não devemos basear nossos investimentos nem na análise do passado nem em previsões sobre o futuro. Devemos entender bem cada classe de ativos e seus comportamentos e montar uma estratégia de alocação diversificada que se beneficie de vários cenários.
O grande problema da maioria esmagadora dos investidores é não aceitar a incerteza. Não aceitar que "os rendimentos passados não garantem os rendimentos futuros". Não aceitar o comportamento imprevisível dos mercados e as consequentes perdas daí decorrentes. E se tenta por diversos artificios tentar criar ordem no caos. Para isto os investidores se enganam com supostas ferramentas como a análise técnica que permitiriam a eles entender para onde vai o mercado. Quando a analise técnica eventualmente acerta o investidor reforça sua crença supersticiosa nos gráficos, suportes, resistencias, Fibonacci, ondas de elliot e outras tantas baboseiras. Quando a análise técnica da errado é por que os "Tubas" estão manipulando o mercado. Ou seja, quando ele erra ele na maioria das vezes não reconhece que a análise técnica não serve para nada e continua tentando "dominar" o mercado, vai fazer novos cursos, compra "Trade Systems" e continua assim dando seu dinheiro para os profissionais da bolsa, que vivem não dos seus investimentos ou dos seus trades, mas de vender livros, cursos e newsletters sobre como ganhar dinheiro na bolsa.
O que todos precisam fazer é anotar e checar as previsões dos analistas e corretoras, de economistas ou da análise técnica. Somente fazendo isto diversas vezes, anotando as previsões e checando, anotando e checando e talvez muitas vezes perdendo bastante dinheiro no processo é que o investidor eventualmente pode alcançar "a iluminação" e perceber que é impossível prever os rumos de um sistema tão complexo como a economia em que bilhões de agentes diferentes atuam para determinar a oferta e procura das diversas mercadorias.
O problema nem é tanto fazer previsões pois elas são inerentes do ser humano. O problema é quando a pessoa não enxerga que a previsão pode ter muitas falhas e aposta grande parte do seu dinheiro nestas previsões. Ao rever meus posts antigos vi que até eu que sou avesso a futurologia fiz algumas previsões (bem genéricas) sobre 2010. Vamos dar uma checada nestas previsões que estão no post "O que esperar de 2010?":
"Se tivesse que fazer apostas diria que a bolsa deve oscilar muito em 2010, sem grandes ganhos no índice, com ganho maior entre algumas small caps e um aumento da taxa selic, sendo que possivelmente os maiores ganhos fiquem com o ouro e CDI."
Como futurologista até que não me sai tão mal hein? Acertei os rumos da bolsa e que o DI e o ouro seriam alguns dos melhores investimentos. Só não previ o avanço dos Fundos imobiliários.
Mas vejam que mesmo acreditando que a bolsa não iria bem em 2010 eu mantive investimentos na bolsa de 30% do meu capital. E não tentei especular fazendo uma grande aposta no ouro (infelizmente..). Ou seja, as previsões são inerentes do desejo do homem de controlar o seu futuro, mas não devemos basear nossos investimentos nem na análise do passado nem em previsões sobre o futuro. Devemos entender bem cada classe de ativos e seus comportamentos e montar uma estratégia de alocação diversificada que se beneficie de vários cenários.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Retrospectiva 2010
O ano está chegando ao fim e esta época do ano é um bom momento para refletir sobre o ano, tudo o que aconteceu, e se suas decisões foram ou não acertadas, incluindo na área financeira. Neste ano de 2010 acabei refinando e definindo melhor minha estratégia de investimentos. Montei uma carteira de investimentos diversificada com a meta de alocação de 30% na renda fixa (fundos DI com taxa de administração de 0,7%), 30% em ações, 30% em Fundos Imobiliários e 10% de ouro. A principal mudança durante o ano foi sair do investimentos em ETFs e migrar para ações individuais, principalmente devido a tributação dos ETFs e as vantagens tributárias das ações e ao fato de poder receber diretamente os dividendos. Vendi então minhas cotas de BOVA11 e SMAL11, paguei o maldito imposto de renda e comecei a montagem de uma carteira individual.
A idéia inicial era replicar o IBOV mas depois desisti da idéia or ser inviável. Apesar disto minha carteira é constituida principalmente de blue chips com algumas ações boas pagadoras de dividendos e algumas poucas small caps.
Resolvi este fim de ano então rever o comportamento da minha carteira após esta mudança e ver como ela se comportou.
Ao rever os últimos seis meses algumas coisas chamam bem atenção. A renda fixa não há muito o que comentar. A carteira de ações teve muita volatilidade e praticamente não saiu do lugar com um pequeno ganho. Já os FII e o ouro vem com uma valorização excelente. Outro ponto a destacar é que a carteira como um todo tem tido um excelente resultado, equivalente a 180% do CDI, ganhado da renda fixa e da bolsa com folga e sem stress, com uma estratégia simples, consistindo apenas de buy and hold de bons ativos de forma bem diversificada, sem trades, sem usar análise técnica, sem tentar prever o futuro.
E voces amigos? Pensam também em fazer uma retrospectiva? Como foi o seu ano como um todo?
Abs
A idéia inicial era replicar o IBOV mas depois desisti da idéia or ser inviável. Apesar disto minha carteira é constituida principalmente de blue chips com algumas ações boas pagadoras de dividendos e algumas poucas small caps.
Resolvi este fim de ano então rever o comportamento da minha carteira após esta mudança e ver como ela se comportou.
Ao rever os últimos seis meses algumas coisas chamam bem atenção. A renda fixa não há muito o que comentar. A carteira de ações teve muita volatilidade e praticamente não saiu do lugar com um pequeno ganho. Já os FII e o ouro vem com uma valorização excelente. Outro ponto a destacar é que a carteira como um todo tem tido um excelente resultado, equivalente a 180% do CDI, ganhado da renda fixa e da bolsa com folga e sem stress, com uma estratégia simples, consistindo apenas de buy and hold de bons ativos de forma bem diversificada, sem trades, sem usar análise técnica, sem tentar prever o futuro.
E voces amigos? Pensam também em fazer uma retrospectiva? Como foi o seu ano como um todo?
Abs
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Performance Novembro / 2010
A crise na Europa vem trazendo um forte aumento na volatilidade aos mercados financeiros. Neste mês de novembro a bolsa caiu fortemente no fim do mês fechando em - 4,2%. Enquanto isto, apesar da minha carteira de ações ter perdido ligeiramente mais que o IBOV, a performance geral da carteira foi muito boa, valorizando 1,52% devido a forte subida do ouro e da forte valorização dos Fundos Imobiliários. Vejamos:
Um gráfico com a Asset Allocation, que está bem proxima do meu alvo:
Não venho detalhando o rendimento de cada ação e de cada FII pois ficaria um texto muito longo e além disto o importante é o rendimento global e não o rendimento individual de cada ativo.
O DI vem mantendo um rendimento razoável e a expectativa é que haja um aumento da taxa selic devido ao aumento da inflação.
E quanto ao ouro, vem com uma progressiva valorização em face da continua desvalorização das moedas pelos bancos centrais. Ou seja, não é o ouro e os outros ativos como a bolsa e imóveis que estão muito caros, mas a moeda que vem progressivamente desvalorizando e quem não se precaver vai acabar vendo seu patrimônio dilapidado pela inflação.
Abs
Um gráfico com a Asset Allocation, que está bem proxima do meu alvo:
E um gráfico com a os detalhes do portfolio e o percentual de cada ação. A minha carteira está com 18 ações, mas ainda está muito concentrada, com as maiores posições para a PETR4, VALE5 e ELPL6. Este mês aproveitei esta queda forte das ações da Gerdau e comprei um pouco mais. O setor siderurgico não está em um bom momento mas para o longo prazo acho que é uma boa aposta.
E agora os Fundos Imobiliários, que junto com o ouro foram a grande estrela do mês; as cotas valorizaram 6,8% e além disto recebi de rendimentos distribuídos o equivalente a 0,7%. Neste mês comprei mais algumas cotas do NSLU11B a R$ 201,00.
O DI vem mantendo um rendimento razoável e a expectativa é que haja um aumento da taxa selic devido ao aumento da inflação.
E quanto ao ouro, vem com uma progressiva valorização em face da continua desvalorização das moedas pelos bancos centrais. Ou seja, não é o ouro e os outros ativos como a bolsa e imóveis que estão muito caros, mas a moeda que vem progressivamente desvalorizando e quem não se precaver vai acabar vendo seu patrimônio dilapidado pela inflação.
Abs
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Novos Links
Ultimamente devido a alguns problemas pessoais não tenho tido muito tempo para "blogar". Mas gostaria de compartilhar com todos alguns excelentes sites e blogs que descobri recentemente, que coloquei na lista de links e blogs e que gostaria de destacar aqui pela sua importância e relevância.
Na parte de links, tem o excelente site Pico do Petróleo, primeiro site brasileiro focado na problemática do pico do petróleo,com muitos artigos de sites internacionais traduzidos para o português.
E na parte de blogs 2 excelentes blogs que trazem vários comentários sobre a economia internacional, com traduções de artigos de vários sites e mostrando muitos pontos que não saem nos meios de comunicação convencionais. São eles os blogs:
- Platteon: Economia e Finanças
- Chave de Ouro
Divirtam-se com a leitura.
Abs
Na parte de links, tem o excelente site Pico do Petróleo, primeiro site brasileiro focado na problemática do pico do petróleo,com muitos artigos de sites internacionais traduzidos para o português.
E na parte de blogs 2 excelentes blogs que trazem vários comentários sobre a economia internacional, com traduções de artigos de vários sites e mostrando muitos pontos que não saem nos meios de comunicação convencionais. São eles os blogs:
- Platteon: Economia e Finanças
- Chave de Ouro
Divirtam-se com a leitura.
Abs
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Pico do Petróleo
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Mercado Eficiente e Value Investing - parte 1
Os mercados são eficientes e precificam corretamente os ativos ou através da análise fundamentalista é possível encontrar ações subvalorizadas ?? A princípio a teoria dos mercados eficientes e o Value Investing (investimento em valor) parecem ser estratégias opostas de investimento;e na verdade existe um grande embate entre os defensores de cada uma destas estratégias, cada um apontando evidências ora para uma, ora para outra estratégia.
Eu não vou ficar aqui detalhando cada estratégia a fim de que o post não fique muito extenso. Se voce não sabe do que estou falando sugiro que leia antes estes posts:
- Teoria dos Mercados Eficientes: Introdução
- Todos os posts na Tag Análise Fundamentalista
Em primeiro lugar gostaria de repetir que existe uma grande má-interpretação sobre o significado da eficiência do mercado. A eficiência do mercado não significa que o preço da ação está sempre "certo". E o que significa? Preste bem atenção: Significa que todas as informações disponíveis ao mercado são incorporadas muito rapidamente em vários modelos de precificação do preço futuro do ativo, de forma que o preço da ação reflete a melhor estimativa da maioria dos investidores sobre o valor da ação.
Vamos analisar as palavras destacadas em negrito para entender melhor a eficiência do mercado e para ver por que mesmo o mercado sendo relativamente eficiente nem sempre o preço das ações reflete o "valor":
- "Informações disponíveis": O mercado reflete as informações disponíveis. Assim pode haver uma precificação errada se houver uma fraude dos balanços (vide o caso do Panamericano); daí que quanto mais informações disponíveis uma empresa divulga ("transparência") mais fácil é fazer uma precificação correta.
- "As informações novas são incorporadas muito rapidamente": Este ponto é a essência do conceito de mercado eficiente; ou seja, se voce ao fazer uma análise fundamentalista de uma empresa achar uma grande pechincha pode ter certeza de uma coisa: que estas mesmas informações são conhecidas pelo mercado e mesmo assim os demais investidores não acham uma pechincha. Quem estará certo? Voce que acha uma pechincha ou todos os outros investidores que acham que o preço atual é o correto? Obviamente existe uma chance pequena de voce estar certo, especialmente se voce conhece profundamente este setor da economia e aquela empresa específica, mas o mais provável é que voce não tenha avaliado de maneira correta os riscos daquela empresa. Ou seja, provavelmente existe um bom motivo para ela estar barata.
- "Melhor estimativa": O preço do mercado é uma estimativa do valor da empresa baseada em diversas variáveis como taxa selic, taxa de cambio, inflação, preço das mercadorias, lucro futuro, market share,projetos futuros, etc. O preço é a melhor estimativa do comportamento futuro destas variáveis de acordo com as informações atuais disponíveis. Havendo tantas variáveis podemos facilmente deduzir que existe grande margem de erro. Daí por que muitas vezes o preço da ação acaba depois não refletindo o "valor". O mercado estava precificando um crescimento X no lucro, por exemplo, e ele veio menor, então as novas informações são incorporadas muito rapidamente e é feito uma nova "melhor estimativa" com as informações atuais. Assim apesar das informações disponiveis estarem precificadas, nem sempre as expectativas do mercado se concretizam.
Agora além disto existem pelo menos mais 3 fatores que influenciam o comportamento dos mercados:
- No curto prazo existe uma volatilidade excessiva pois nem todos os investidores são racionais, além dos novatos, sardinhas, traders, entre outros, que criam muito "ruído de fundo" mas na maioria das vezes acabam trocando figurinhas entre si ou sendo "arbitrados"
- Eventos não esperados (Black Swan): estes eventos por sua própria natureza não estão precificados nos preços dos ativos; e sua ocorrência gera ajustes muito rapidamente (já que os mercados são eficientes e incorporam rapidamente as novas informações) nas "melhores estimativas" do mercado.
- Fatores emocionais: Existem na economia momentos de euforia e pânico nos mercados que eventualmente distorcem a percepção das pessoas sobre os preços dos ativos formando temporariamente bolhas. Mas eu não vejo isto como um argumento contra a eficiência do mercado, mas apenas como períodos de expectativas exageradas que depois se mostram infundadas.
Ou seja os mercados são relativamente eficientes mas isto está longe de dizer que são perfeitos. O mercado é relativamente eficiente, mas mesmo assim sujeito a erros de precificação, principalmente por 2 motivos: informações falsas ou incompletas e expectativas exageradas que não se concretizam.
Por hoje é só. No próximo post vamos analisar alguns aspectos do value investing e sua relação com os mercados eficientes.
Eu não vou ficar aqui detalhando cada estratégia a fim de que o post não fique muito extenso. Se voce não sabe do que estou falando sugiro que leia antes estes posts:
- Teoria dos Mercados Eficientes: Introdução
- Todos os posts na Tag Análise Fundamentalista
Em primeiro lugar gostaria de repetir que existe uma grande má-interpretação sobre o significado da eficiência do mercado. A eficiência do mercado não significa que o preço da ação está sempre "certo". E o que significa? Preste bem atenção: Significa que todas as informações disponíveis ao mercado são incorporadas muito rapidamente em vários modelos de precificação do preço futuro do ativo, de forma que o preço da ação reflete a melhor estimativa da maioria dos investidores sobre o valor da ação.
Vamos analisar as palavras destacadas em negrito para entender melhor a eficiência do mercado e para ver por que mesmo o mercado sendo relativamente eficiente nem sempre o preço das ações reflete o "valor":
- "Informações disponíveis": O mercado reflete as informações disponíveis. Assim pode haver uma precificação errada se houver uma fraude dos balanços (vide o caso do Panamericano); daí que quanto mais informações disponíveis uma empresa divulga ("transparência") mais fácil é fazer uma precificação correta.
- "As informações novas são incorporadas muito rapidamente": Este ponto é a essência do conceito de mercado eficiente; ou seja, se voce ao fazer uma análise fundamentalista de uma empresa achar uma grande pechincha pode ter certeza de uma coisa: que estas mesmas informações são conhecidas pelo mercado e mesmo assim os demais investidores não acham uma pechincha. Quem estará certo? Voce que acha uma pechincha ou todos os outros investidores que acham que o preço atual é o correto? Obviamente existe uma chance pequena de voce estar certo, especialmente se voce conhece profundamente este setor da economia e aquela empresa específica, mas o mais provável é que voce não tenha avaliado de maneira correta os riscos daquela empresa. Ou seja, provavelmente existe um bom motivo para ela estar barata.
- "Melhor estimativa": O preço do mercado é uma estimativa do valor da empresa baseada em diversas variáveis como taxa selic, taxa de cambio, inflação, preço das mercadorias, lucro futuro, market share,projetos futuros, etc. O preço é a melhor estimativa do comportamento futuro destas variáveis de acordo com as informações atuais disponíveis. Havendo tantas variáveis podemos facilmente deduzir que existe grande margem de erro. Daí por que muitas vezes o preço da ação acaba depois não refletindo o "valor". O mercado estava precificando um crescimento X no lucro, por exemplo, e ele veio menor, então as novas informações são incorporadas muito rapidamente e é feito uma nova "melhor estimativa" com as informações atuais. Assim apesar das informações disponiveis estarem precificadas, nem sempre as expectativas do mercado se concretizam.
Agora além disto existem pelo menos mais 3 fatores que influenciam o comportamento dos mercados:
- No curto prazo existe uma volatilidade excessiva pois nem todos os investidores são racionais, além dos novatos, sardinhas, traders, entre outros, que criam muito "ruído de fundo" mas na maioria das vezes acabam trocando figurinhas entre si ou sendo "arbitrados"
- Eventos não esperados (Black Swan): estes eventos por sua própria natureza não estão precificados nos preços dos ativos; e sua ocorrência gera ajustes muito rapidamente (já que os mercados são eficientes e incorporam rapidamente as novas informações) nas "melhores estimativas" do mercado.
- Fatores emocionais: Existem na economia momentos de euforia e pânico nos mercados que eventualmente distorcem a percepção das pessoas sobre os preços dos ativos formando temporariamente bolhas. Mas eu não vejo isto como um argumento contra a eficiência do mercado, mas apenas como períodos de expectativas exageradas que depois se mostram infundadas.
Ou seja os mercados são relativamente eficientes mas isto está longe de dizer que são perfeitos. O mercado é relativamente eficiente, mas mesmo assim sujeito a erros de precificação, principalmente por 2 motivos: informações falsas ou incompletas e expectativas exageradas que não se concretizam.
Por hoje é só. No próximo post vamos analisar alguns aspectos do value investing e sua relação com os mercados eficientes.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Performance Outubro/2010
Mais um mês muito bom. Apesar da grande flutuação dos mercados devido as eleições; repercussões da capitalização da Petrobrás e o Quantitative Easing II, o resultado da carteira foi muito bom com destaque para o ouro, que cada vez reluz mais e mais. :-)
Aqui vai o rendimento de cada classe de ativos e da carteira como um todo.
E aqui a minha asset allocation, que não tem mudado muito.
Ações
O rendimento da minha carteira de ações foi de -0,5%. Recebi dividendos equivalentes a 0,21%, totalizando um rendimento de -0,29%.
A minha carteira este mês ficou abaixo do IBOV, especialmente devido a Petrobrás que caiu muito no começo do mês; aproveitei e comprei em 25/10 mais um lote de Petrobrás a R$ 24,52; no dia seguinte a Petr4 subiu 5% e no fim do mês deu uma recuperada, apesar de acabar o mês com 3% negativo. Dei sorte e peguei um lote no fundo do poço.
Fiz também algumas alterações na minha carteira - vendi a VIVO4 praticamente no zero a zero e comprei Redecard (RDCD3) e Confab (CNFB4). Minha carteira ainda está muito concentrado na Petrobras, mas tudo bem; aos poucos vai ficando mais diversificada. Então a minha alocação ficou assim:
Fundos Imobiliários (FII)
As cotas dos FII valorizaram 0,37% e recebi de rendimentos 0,69%, totalizando 1,06%. Comprei algumas cotas do fundo Presidente Vargas (PRSV11) que está em uma cotação interessante, abaixo do preço de lançamento e com distribuições mensais equivalentes a 0,76% isento de IR. Aqui está minha alocação em FII:
O Ouro e o DI não há muito o que comentar. Só queria comentar algo sobre o ouro. Ao meu ver não há bolha. Bolha existe na politica do FED com esta enxurada de dólares levando a apreciação dos ativos reais como ouro, ações e imóveis e uma depreciação progressiva das moedas. Enquanto esta politica sem sentido continuar o ouro, juntamente com os outros ativos reais vai continuar apreciando. O ouro só vai começar a cair quando o FED e outros bancos centrais começarem a ter uma política mais sensata. Ou seja o aumento do ouro tem fortes fundamentos
E este mês de novembro começou excelente!!!
Abs
Aqui vai o rendimento de cada classe de ativos e da carteira como um todo.
E aqui a minha asset allocation, que não tem mudado muito.
Ações
O rendimento da minha carteira de ações foi de -0,5%. Recebi dividendos equivalentes a 0,21%, totalizando um rendimento de -0,29%.
A minha carteira este mês ficou abaixo do IBOV, especialmente devido a Petrobrás que caiu muito no começo do mês; aproveitei e comprei em 25/10 mais um lote de Petrobrás a R$ 24,52; no dia seguinte a Petr4 subiu 5% e no fim do mês deu uma recuperada, apesar de acabar o mês com 3% negativo. Dei sorte e peguei um lote no fundo do poço.
Fiz também algumas alterações na minha carteira - vendi a VIVO4 praticamente no zero a zero e comprei Redecard (RDCD3) e Confab (CNFB4). Minha carteira ainda está muito concentrado na Petrobras, mas tudo bem; aos poucos vai ficando mais diversificada. Então a minha alocação ficou assim:
Fundos Imobiliários (FII)
As cotas dos FII valorizaram 0,37% e recebi de rendimentos 0,69%, totalizando 1,06%. Comprei algumas cotas do fundo Presidente Vargas (PRSV11) que está em uma cotação interessante, abaixo do preço de lançamento e com distribuições mensais equivalentes a 0,76% isento de IR. Aqui está minha alocação em FII:
O Ouro e o DI não há muito o que comentar. Só queria comentar algo sobre o ouro. Ao meu ver não há bolha. Bolha existe na politica do FED com esta enxurada de dólares levando a apreciação dos ativos reais como ouro, ações e imóveis e uma depreciação progressiva das moedas. Enquanto esta politica sem sentido continuar o ouro, juntamente com os outros ativos reais vai continuar apreciando. O ouro só vai começar a cair quando o FED e outros bancos centrais começarem a ter uma política mais sensata. Ou seja o aumento do ouro tem fortes fundamentos
E este mês de novembro começou excelente!!!
Abs
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domingo, 24 de outubro de 2010
Experiência de 6 meses em Semi-aposentadoria
Estive seis meses em um tipo de semi-aposentadoria no período de janeiro a junho de 2010 e gostaria de compartilhar um pouco da experiência. Para quem não leu ainda acho interessante ler os artigos anteriores sobre o assunto na tag Aposentadoria.
Primeiro o que me permitiu esta semi-aposentadoria basicamente foi meu trabalho. Sou profissional liberal e posso escolher os dias e horas que desejo trabalhar. Além disto eu ganho razoavelmente bem e consigo viver bem com metade do meu salário. Geralmente o que fazia era investir a outra metade do meu salário em um portfolio diversificado. Mas depois comecei a perceber que em vez de investir a metade do meu salário poderia simplesmente trabalhar a metade do tempo e ter a metade da semana livre. Obviamente a maioria deseja trabalhar o maior número possível de horas para ganhar mais. Mas se voce tem um trabalho que lhe permite uma certa flexibilidade esta é uma opção interessante, e foi o que resolvi experimentar.
O motivo maior de partir para uma semi-aposentadoria também tem haver com meu trabalho. Meu trabalho é muito estressante. Ganha-se bem mas o preço a pagar é alto. O desgaste psicológico é grande. Além disto, digamos que como a maioria das pessoas eu não estou no trabalho dos meus sonhos. Na verdade eu quando criança gostava muito da área de exatas, de matemática e física, mas acabei seguindo carreira em outra área por influência dos meus pais. Eu era muito jovem e influenciável e revendo hoje, já mais maduro, acho que deveria ter seguido outra carreira, mesmo sendo algo que talvez ganhasse menos. Então basicamente hoje tenho três opções - Trabalhar muito em algo que não gosto e me aposentar o mais cedo possível, trabalhar o mínimo possível e desfrutar uma semi-aposentadoria ou tentar mudar de carreira.
A vantagem da semi-aposentadoria é que como eu diminui a minha carga de trabalho pela metade, meu stress também diminuiu pela metade. Pude acordar tarde, passear com o cachorro, fazer mais exercícios, ler mais, passear, e fazer tudo que gosto. Por outro lado não sobrava mais nenhuma grana para investir e meus investimentos basicamente ficaram na dependencia dos seus rendimentos, ou seja, demoraria muito mais tempo para poder chegar em um valor suficiente para uma aposentadoria definitiva. De qualquer modo se voce trabalha pouco, qual o sentido em se aposentar?? O meu problema é que não gosto muito do que faço e meu sonho seria mudar de área. E apesar de aliviar muito o stress a semi-aposentadoria não me permitia mudar de área, por estar comprometido a metade da semana e sem muita folga no orçamento. De qualquer forma a semi-aposentadoria foi como uma férias que me permitiu "recarregar as baterias".
Resolvi então desde julho/2010 voltar a trabalhar em tempo integral para poder juntar mais uma grana que me permita depois fazer a transição para uma outra carreira. A idéia é conseguir juntar um portfolio que me renda um mínimo suficiente para que eu consiga me manter. Isto levanta uma questão interessante - Obviamente todos gostariam de se aposentar ganhando muito, mas qual seria o valor mínimo que voce conseguiria sobreviver?? Se usarmos uma taxa segura de retirada de 4% do portfolio voce vai precisar de um portfolio no valor de 300 vezes suas despesas mensais. Ou seja se voce consegue viver com R$ 1.000,00 por mês voce precisa de um portfolio de R$ 300.000,00; se voce precisa de um R$ 2.000,00 precisaria de um portfolio de R$ 600.000,00; Já se voce precisa de uma renda de R$ 10.000,00 voce precisa de um portfolio de R$ 3.000.000,00. Ou seja quanto menos voce gastar mais fácil é se aposentar. Obviamente como eu penso não em me aposentar mais em mudar de carreira o portfolio não precisa ser tão grande, só precisa me manter alguns anos até fazer a transição; neste caso, com um portfolio menor eu provavelmente teria que consumir uma parte do portfolio já que os rendimentos não seriam suficentes para bancar todas as despesas.
Em um portfolio com estes objetivos é importante equilibrar a necessidade de crescimento com a preservação de capital além da geração de renda. E foi este um dos motivos para optar por um portfolio no estilo do portfolio permanente com a alocação de 30% em ações, 30% renda fixa e 30% fundos imobiliários. São muitas variáveis e cada dia vou fazendo pequenos ajustes nos planos.
Primeiro o que me permitiu esta semi-aposentadoria basicamente foi meu trabalho. Sou profissional liberal e posso escolher os dias e horas que desejo trabalhar. Além disto eu ganho razoavelmente bem e consigo viver bem com metade do meu salário. Geralmente o que fazia era investir a outra metade do meu salário em um portfolio diversificado. Mas depois comecei a perceber que em vez de investir a metade do meu salário poderia simplesmente trabalhar a metade do tempo e ter a metade da semana livre. Obviamente a maioria deseja trabalhar o maior número possível de horas para ganhar mais. Mas se voce tem um trabalho que lhe permite uma certa flexibilidade esta é uma opção interessante, e foi o que resolvi experimentar.
O motivo maior de partir para uma semi-aposentadoria também tem haver com meu trabalho. Meu trabalho é muito estressante. Ganha-se bem mas o preço a pagar é alto. O desgaste psicológico é grande. Além disto, digamos que como a maioria das pessoas eu não estou no trabalho dos meus sonhos. Na verdade eu quando criança gostava muito da área de exatas, de matemática e física, mas acabei seguindo carreira em outra área por influência dos meus pais. Eu era muito jovem e influenciável e revendo hoje, já mais maduro, acho que deveria ter seguido outra carreira, mesmo sendo algo que talvez ganhasse menos. Então basicamente hoje tenho três opções - Trabalhar muito em algo que não gosto e me aposentar o mais cedo possível, trabalhar o mínimo possível e desfrutar uma semi-aposentadoria ou tentar mudar de carreira.
A vantagem da semi-aposentadoria é que como eu diminui a minha carga de trabalho pela metade, meu stress também diminuiu pela metade. Pude acordar tarde, passear com o cachorro, fazer mais exercícios, ler mais, passear, e fazer tudo que gosto. Por outro lado não sobrava mais nenhuma grana para investir e meus investimentos basicamente ficaram na dependencia dos seus rendimentos, ou seja, demoraria muito mais tempo para poder chegar em um valor suficiente para uma aposentadoria definitiva. De qualquer modo se voce trabalha pouco, qual o sentido em se aposentar?? O meu problema é que não gosto muito do que faço e meu sonho seria mudar de área. E apesar de aliviar muito o stress a semi-aposentadoria não me permitia mudar de área, por estar comprometido a metade da semana e sem muita folga no orçamento. De qualquer forma a semi-aposentadoria foi como uma férias que me permitiu "recarregar as baterias".
Resolvi então desde julho/2010 voltar a trabalhar em tempo integral para poder juntar mais uma grana que me permita depois fazer a transição para uma outra carreira. A idéia é conseguir juntar um portfolio que me renda um mínimo suficiente para que eu consiga me manter. Isto levanta uma questão interessante - Obviamente todos gostariam de se aposentar ganhando muito, mas qual seria o valor mínimo que voce conseguiria sobreviver?? Se usarmos uma taxa segura de retirada de 4% do portfolio voce vai precisar de um portfolio no valor de 300 vezes suas despesas mensais. Ou seja se voce consegue viver com R$ 1.000,00 por mês voce precisa de um portfolio de R$ 300.000,00; se voce precisa de um R$ 2.000,00 precisaria de um portfolio de R$ 600.000,00; Já se voce precisa de uma renda de R$ 10.000,00 voce precisa de um portfolio de R$ 3.000.000,00. Ou seja quanto menos voce gastar mais fácil é se aposentar. Obviamente como eu penso não em me aposentar mais em mudar de carreira o portfolio não precisa ser tão grande, só precisa me manter alguns anos até fazer a transição; neste caso, com um portfolio menor eu provavelmente teria que consumir uma parte do portfolio já que os rendimentos não seriam suficentes para bancar todas as despesas.
Em um portfolio com estes objetivos é importante equilibrar a necessidade de crescimento com a preservação de capital além da geração de renda. E foi este um dos motivos para optar por um portfolio no estilo do portfolio permanente com a alocação de 30% em ações, 30% renda fixa e 30% fundos imobiliários. São muitas variáveis e cada dia vou fazendo pequenos ajustes nos planos.
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Aposentadoria
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Performance Setembro/2010
Setembro foi um mês excelente. O Ibovespa rendeu 6,58%. E minha carteira de ações rendeu 7,16%. O portfolio no geral rendeu 2,34%.
Segue a alocação geral do portfolio.
Alocação em ações:
Acabei optando por não trazer o rendimento individual de cada ação pois ficaria bem cansativo. Mas o destaque positivo vai para as construtoras e para a CCR e o destaque negativo para Petrobras, Gerdau e Eletropaulo.
Alocação em Fundos Imobiliários:
Investimentos:
Este mês investi um pouco no DI, reinvesti os dividendos que recebi da eletropaulo e comprei mais algumas ações da ELPL6 aproveitando a liquidação e iniciei um investimento em um novo FII - o Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11B), um fundo imobiliário de um hospital na zona sul de São Paulo.
Abs
Segue a alocação geral do portfolio.
Alocação em ações:
Acabei optando por não trazer o rendimento individual de cada ação pois ficaria bem cansativo. Mas o destaque positivo vai para as construtoras e para a CCR e o destaque negativo para Petrobras, Gerdau e Eletropaulo.
Alocação em Fundos Imobiliários:
Investimentos:
Este mês investi um pouco no DI, reinvesti os dividendos que recebi da eletropaulo e comprei mais algumas ações da ELPL6 aproveitando a liquidação e iniciei um investimento em um novo FII - o Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11B), um fundo imobiliário de um hospital na zona sul de São Paulo.
Abs
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domingo, 3 de outubro de 2010
Lançamento Coberto vs Buy and Hold
Qual o melhor? Fazer Lançamento Coberto (LC) ou Buy and Hold?? Infelizmente não temos no Brasil, até o ponto em que eu saiba, nenhum estudo sério que compare o Buy and Hold com o LC. Na verdade existem várias estratégias de LC, tanto com lançamentos ATM, ITM e OTM; em algumas estratégias se visa a maior taxa possível, geralmente com lançamentos ATM; há outras em que se visa maior proteção do capital com lançamentos ITM e já outras em que se visa apenas alguma remuneração extra com lançamentos OTM, em que o lançador não quer ser exercido. Também depende de como o lançador vai "pilotar" o lançamento coberto, se ele vai levar ao vencimento, se vai recomprar após a opção cair X %, como ele faz as rolagens, entre outras variáveis. Ou seja é praticamente impossível também que um estudo contemple tantas variáveis.
Já no mercado americano existe muito mais informações para avaliarmos a viabilidade de uma estratégia de LC, também conhecida como Covered Calls ou Buy Write. Uma coisa superinteressante que eles tem lá é o SP500 Buy Write index (BXM), um índice que acompanha a performance de uma estratégia de LC nas ações do SP500. O BXM é um índice de retorno passivo que se baseia:
1) Compra do Indice SP500
2) Vender (lançar) a mais próxima opção do indice SP500 , com um preço de exercício logo acima do indice (a 1ª opção OTM), um mês antes do vencimento
3) A operação é levada até o vencimento e um novo LC é feito e se reinicia o ciclo
Em 2004 Ibbotson e associados fez um estudo avaliando a estratégia de investimento de lançamento cobert do BXM no perído de Junho/1988 até março/2004. Que resultados ele encontrou?
- Um bom retorno ajustado para o risco do BXM
- Retorno anual de 12,39% do BXM vs 12,2% do SP500
- O BXM teve 2/3 da volatilidade do SP500
- O premio médio mensal foi de 1,69%
Estudo de Ibbotson: http://www.cboe.com/micro/bxm/IbbotsonAug30final.pdf
Em 2006 Callan e Associados publicaram um novo estudo sobre o BXM com uma análise da perforance de desde Junho/1988 até Agosto/2006. Resultados:
- BXM gerou retornos ajustados para o risco superiores neste período de 18 anos, gerando um retorno comparado ao do SP500 com 2/3 do risco
- Retorno anual do BXM foi de 11,77% vs 11,67% do SP500
- Desvio padrão de 9,29% vs 13,89% do SP500
- O BXM rendeu menos que o SP500 em mercados em alta e rendeu mais que o SP500 em mercados em baixa, devido ao prêmio das opções
- O BXM gerou um padrão de retorno diferente do SP500, oferecendo uma fonte de potencial diversificação. A adição do BXM à um portfolio diversificado gerou melhora significante na performance ajustada ao risco.
Estudo de Callan: http://www.cboe.com/micro/bxm/Callan_CBOE.pdf
Detalhe importante: O BXM é um indice passivo e como tal não leva em conta custos e impostos. Ou seja quem for tentar replicar o BXM vai ter uma performance menor devido aos custos e impostos.
Devido aos últimos tempos de crise o BXM vem rendendo melhor que o SP500.
Já no mercado americano existe muito mais informações para avaliarmos a viabilidade de uma estratégia de LC, também conhecida como Covered Calls ou Buy Write. Uma coisa superinteressante que eles tem lá é o SP500 Buy Write index (BXM), um índice que acompanha a performance de uma estratégia de LC nas ações do SP500. O BXM é um índice de retorno passivo que se baseia:
1) Compra do Indice SP500
2) Vender (lançar) a mais próxima opção do indice SP500 , com um preço de exercício logo acima do indice (a 1ª opção OTM), um mês antes do vencimento
3) A operação é levada até o vencimento e um novo LC é feito e se reinicia o ciclo
Em 2004 Ibbotson e associados fez um estudo avaliando a estratégia de investimento de lançamento cobert do BXM no perído de Junho/1988 até março/2004. Que resultados ele encontrou?
- Um bom retorno ajustado para o risco do BXM
- Retorno anual de 12,39% do BXM vs 12,2% do SP500
- O BXM teve 2/3 da volatilidade do SP500
- O premio médio mensal foi de 1,69%
Estudo de Ibbotson: http://www.cboe.com/micro/bxm/IbbotsonAug30final.pdf
Em 2006 Callan e Associados publicaram um novo estudo sobre o BXM com uma análise da perforance de desde Junho/1988 até Agosto/2006. Resultados:
- BXM gerou retornos ajustados para o risco superiores neste período de 18 anos, gerando um retorno comparado ao do SP500 com 2/3 do risco
- Retorno anual do BXM foi de 11,77% vs 11,67% do SP500
- Desvio padrão de 9,29% vs 13,89% do SP500
- O BXM rendeu menos que o SP500 em mercados em alta e rendeu mais que o SP500 em mercados em baixa, devido ao prêmio das opções
- O BXM gerou um padrão de retorno diferente do SP500, oferecendo uma fonte de potencial diversificação. A adição do BXM à um portfolio diversificado gerou melhora significante na performance ajustada ao risco.
Estudo de Callan: http://www.cboe.com/micro/bxm/Callan_CBOE.pdf
Detalhe importante: O BXM é um indice passivo e como tal não leva em conta custos e impostos. Ou seja quem for tentar replicar o BXM vai ter uma performance menor devido aos custos e impostos.
Devido aos últimos tempos de crise o BXM vem rendendo melhor que o SP500.
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